14 junho 2009

GD 47.......OS QUE FORAM E VOLTARAM E OS QUE VIERAM E PODEM VOLTAR......

Eu prometi a mim mesmo que não iria entrar na internet de madrugada de novo. Jurei com os pés não tão juntos, que não iria mais ficar revoltado com o fato de a cada final de semana acontecer um festival mais bacana que o outro no mundo, e aqui no Brasil ficarmos à mercê de organizadores "inteligentes", "perpicazes" e de capacidade infinita.....
Até porque de que adianta tentar uma técnica sufocante de masturbação japonesa ou morrer pelo golpe five points palm heart exploding technique, e perder a esperança de que um dia poderemos falar que tivemos um Bonaroo que este ano teve Beastie Boys, The Prodigy, Public Enemy, Cristal Castles. Ou que vivenciamos algo como Glastonbury sem ter que viajar milhas num Air Bus para chegar na Inglaterra......afinal de contas o Brasil é o país do futuro........Mãe Diná e Inri Cristo são provas mais do que cabais de que o novo século pertence a nós zés cariocas.......
Mas pode ser que........
O Faith No More (quem????), acaba de fazer a chamada volta. E aqui cabe um pequeno desvio na linha de raciocínio. Se até o Spinal Tap está voltando porque não o Faith????
Pois bem, os caras estão tocando em festivais lá fora e passam pelo Chile em agosto desse ano. E a surpresa que está correndo pelas mães dinás internéticas é de que a banda de mais pau durismo do rock pode passar pelo Chile no mesmo evento que o FNM. E aí você me pergunta: quem são eles?????
E eu te respondo:



E a volta de uma banda que talvez não tenha deixado de existir...o Blur realizou o primeiro show depois de dez anos sem tocar juntos.E você achando que esse tal de revival de bandas fosse algo do passado.....
Eles fizeram um set list quase que exclusivo para amigos, parentes e estrategicamente alguns membros formadores de opinião no meio indie mainstream. O show foi realizado nessa noite do dia 13 de junho, no East Anglian Railway Museum e os caras tocaram as seguintes músicas:
She’s So High,
Girls And Boys
Tracy Jacks
There's No Other Way
Jubilee
Badhead
Beetlebum
Trimm Trabb
Coffee & TV
Tender
Country House
Charmless Man
Colin Zeal
Oily Water
Chemical World
Sunday Sunday
Parklife
End Of A Century
To The End
This Is A Low
Popscene
Advert
Song 2
Out Of Time
Battery In Your Leg
Essex Dogs
For Tomorrow
The Universal
......
E o mais novo golpe comercial (olha esse cinismo menino!!!!!!!) no mundo indie começou assim.......

13 junho 2009

GD 46....DOIS CHOPIS....(E NÃO É TROCADILHO COM SCHOPENHAUER POR FAVOR) E UM PASTEL......


Ou então pode ser, um filme e dois novos discos......
Para quem estava orfão de um diretor que mergulhasse de cabeça na escatologia de um horror trash, quem não sabia mais se podia confiar no Tarantino para ver coisas numa tela que você diz: "desnecessário essa quantia de hemácias falsas.....", seus dias de espera acabaram......
Vem aí a volta de um dos melhores diretores nerds que você já conheceu.....SAM RAIMI. E não é aquele diretor que fez o Tobbey Maguire parecer mais nerd do que ele é ou o cara que se rendeu à Hollywood.......estou falando do cidadão que filmou a melhor trilogia de terror trash de todos os tempos (é lógico que o Mojica Marins é nosso Spielberg, então ele não conta........), A MORTE DO DEMÔNIO. Sangue, tripas, pastelão, gala canastrão, enfim mais sensacional do que milk shake de Ovomaltine.....(parafraseando o Art Brut).
O filme em questão é DRAG ME TO HELL, que foi mostrado pela primeira vez no festival South by Southwest esse ano, em sessão disputada à tabefes. História simples: menina bonita, com a vida boa recebe maldição que vai arrasta-la para o inferno. Não vai salvar o mundo do cinema, nem a sua vida, mas que vai ser massa isso vai........




Discos novos que tem que fazer parte da sua prateleira ou HD (ou não) esse ano. Primeiro, o mais recente trabalho da banda Dirty Projectors. Americanos do Brooklyn lançando primeiro cd pela Domino Records. Pop desconexo, beirando o experimental, mas audível (e muito). Belas melodias e viradas mais bem sacadas ainda. Recebeu nota 9 de 10 pela Clash Magazine (se é que isso quer dizer alguma coisa hahahahaha). E antes que eu me esqueça o nome do disco é Bitte Orca, confira.....



A crítica indie de maneira geral (e aí leia-se aqueles que são sunitas no quesito alternativo), andou torcendo o nariz para as nomeações do Brit Awards, já que no ano passado com a vitória da cantora Adele e seu posterior lançamento à categoria de musa, tudo cheirou um pouco armado demais. Mas parece que dessa vez a escolha foi um pouco mais acertada no quesito indie (e mais uma vez será que isso quer dizer algo?????).
Estou falando isso porque a ganhadora desse ano Florence and The Machines, acaba de lançar LUNGS seu novo álbum.Se você como eu achava que ela seria muito mais do mesmo no quesito cantoras, então pode ter uma bela supresa. Blues, baladas e algumas canções pop muito fortes tudo embalado na bela voz de Florence Welsh e uma banda pra lá de afinada......não espere uma nova Billie Holiday ou Maria Callas nem nenhuma surpresa, mas diversão por algumas horas são garantidas......


E ficam as perguntas:
O que é pop? Qual a sua definição de indie? O que é popular demais para ser indie de menos ou Tostines não tem nada a ver com isso??????
Logo mais...a caçada pelos discos esquecidos continua...........

12 junho 2009

GD 46......A TRILHA SONORA DOS SEUS SONHOS......


Você já se encontrou sentado em frente a uma tela fria de computador, divagando por entre as idéias confusas do seu córtex e de repente sente um estalo que te desloca com uma violência tamanha do seu estado de latência que parece que você foi atropelado por um Boeing???????
Pois bem, essa sensação será uma constante ao se escutar o novo disco do Grizzly Bear, VECKATIMEST. Sensação que vem acompanhada com a idéia de eles estão um passo na frente de muitas bandas do mundo indie atual. Que aliás deixou de ser indie a muito tempo......mas isso é para outro dia.....
Desde o início com a estonteante Southern Point, onde uma confusão de batidas que te lembram um grande samba enredo tocado do avesso ou com o piano pop da magistral Two Weeks você vai perceber que não está diante de um mero cd de rock, muito menos um pop complicado. Na verdade o disco dos caras é de extrema dificuldade de definir em apenas um gênero. Camadas seria a palavra mais adequada para usar como descrição.
Não são apenas faixas distribuídas ao acaso, são momentos diferentes de uma experiência completa. Como por exemplo a faixa All We Ask, que passa por inicialmente uma balada lenta e mórbida, para uma sinfonia radioheadiana. E não será a primeira vez que você irá ouvir ecos de música clássica nesse disco. Logo na faixa a seguir Fine For Now tem início vocais que caberiam em qualquer ópera ou filarmônica, para depois colisões entre violões, bateria e guitarras mostrarem toda uma força pra lá de 1.21 gigawatts......e entre um trovão e outro uma calmaria submarina.Os backings vocais dessa música com uma clara influência dos Beach Boys deixam mais evidente o mosaico que os caras colocaram em todas as músicas.
O disco foi gravado quase em isolamento total em Cape Cod, e isso se reflete no fato que existe uma calma inerente em cada música. Não uma líder, não existe ninguém seguindo ninguém, è a banda tocando com uma sincronia incrível.
Outra coisa que chama atenção é que eles trabalharam com a produção do baxista da banda Chris Taylor, o que leva a explicação de que durante toda a audição do disco se nota o quanto não houve pressão nenhuma durante o gravação do disco.Imagina se nas mãos de algum produtor cheio de marrinha do mundo indie, seria possível as texturas todas de Dory. Do mesmo jeito que talvez se a banda escolhesse um produtor externo, a falsa imagem folk que o disco tem acabasse sendo a tônica. E eu digo falsa não pejorativamente, existe sim uma aura mais caipira na bolacha, mas na verdade o trabalho da banda está muito mais pra Radiohead do que Bob Dylan. Prova disso é a magistral Ready, Able.
E esse pé no psicodelismo no início dos tempos, de faixas como While You Wait Fot The Others, que te remetem a coisas como See Emily Play do Pink Floyd não faz do disco uma coleção de influências, os ursos seguiram seu próprio caminho deixando citações serem apenas um rodapé. Mostraram que a evolução natural do que foi o disco de estréia, não foi apenas uma mera caminhada para frente. Foi uma demonstração sensacional de amadurecimento tanto nos quesitos melodia, letra e técnica. I Live With You, talvez a melhor música do disco em 4 minutos e 58 segundos é um carrossel de música clássica, cinema, amargura e beleza que poderia ser indicada a Oscar de melhor canção sem nunca ter feito parte de uma trilha sonora.
O disco novo do Grizzly Bear não é perfeito, é quase. Se o Art Brut lançou o disco mais divertido do ano, os Bears lançaram a melhor trilha sonora de sonhos.
Escute de frente pro sol a épica última faixa, Foreground. Você vai poder entender o grandeza das coisas depois disso..........


Normalmente não é de praxe colocar rapidinhas nesse tipo de post...mas como o assunto é sonho......
42 diretores dirigiram e montaram o filme 42X42, que tem como tema a visão dos mesmos sobre seus sonhos.E sabe quem também dirige um episódio (o 42 é por causa disso......)?????
CAT POWER......ela mesma que chega em terras colonizadas pelos portugueses, em julho de 2009...veja o trailler....é um pouco louco só......

10 junho 2009

GD 46......E POR FALAR EM NOVIDADE......

GD 46......RAPIDINHAS 2......

Saiu.........
Como dito por esse blog tempo atrás......o novo disco de Regina Spektor (Far) está nas lojas piratas ou não.
Saiu essa semana a mais nova bolachinha da favorita da casa Regina, e ao que parece ela será responsável mais uma vez por iniciar namoros apaixonados..... ou seguir emplacando hits no seriado Grey´s Anatomy, confere aqui embaixo o mais novo single.....à la Coldplay(hahahahahahah), mas muito menos chato . Eet.....




Eu não disse que seria o ano Beatles??????
Pois Paul MacCartney em entrevista rápida à um blog sobre rumores da New Musical Express, disse no que tange o quesito parcerias, ele se considera old school, ou seja, não gosta de ir se oferecendo.....
Mas gostaria de trabalhar com o MGMT, para fazer algumas coisas mais dançantes......e falou sobre a velho história sobre a eterna parceria dele com Bob Dlan que nunca saiu.....o que também Sir Paul já disse que nunca aconteceu por falta de tempo das partes envolvidas e como ele acha que não é de bom tom ficar ligando pros outros, nada feito.....
Já pensou como ficaria algo no estilo I Saw Her Standing There........junto com Kids?????
Imagina aí.......




Essa noite ainda Grizzly Bear.....até.....

09 junho 2009

GD 46....RAPIDINHAS...VOCÊ SABE O QUE É HUMBUG??????

Inicio de semana, o corpo estava fora ainda nesta segunda, mas depois de aterrisar na carcaça, aqui vamos nós......


Em extensa entrevista para a revista da indústria fonográfica Music Connection, Jack, meu nome é trabalho, White (White Strips, The Racounteurs, The Dead Weather.....mais alguma?????), deixou no ar que está pra começar a fazer um album solo, lá para o final de 2009. Na entrevista que você pode ler aqui, ele não deixa isso claro, mas também não faz questão nenhuma de desmentir. Mais um álbum para se esperar...... além de esperar que a turnê do The Dead Weather, começando nesse mês passe por aqui......



HUMBUG
.....do inglês:
PRONOME: (atenção para isto aqui.....)
fraude
embuste
comportamento doloso
linguagem pouco séria
mentira
mistificação
impostor.
Se for verbo é:
enganar
iludir
mentir
mistificar
tapear.........................O resto fica por conta da sua imaginação.........



O Radiohead, está lançando mais uma das suas. Não que seja uma novidade, afinal de contas vender discos mais baratos pela net é moda desde sempre......mas entra no ar essa semana a loja virtual Radiohead polishop (hahahaha). Anunciado hoje (pode conferir aqui.....) , a banda inicia sua loja vendendo o disco 2 de In Rainbows, além do solo de Tom Yorke e de Collin Greenwood e também o In Raibows disco 1. O preço:
In Rainbows 2 : 6 libras, os outros 7,50. Aproximadamente um total de R$ 24,00 um disco. Achou barato......compre aqui.
Por enquanto é so........quer dizer...quase.....



Billy Corgan Jackson??????????
O Smashing Pumpkins estava sem baterista desde a saída de Matt Chamberlain da banda o ano passado.....e Billy Corgan então fez o que todo empreeendedor faz....abriu sessões de ensaios para descobrir o herdeiro das baquetas.....e ao que tudo indica a procura acabou......um rapazola de 19 anos (ele tinha 1 ano quando saiu Gish.....). Billy Corgan confirmou a notícia que saiu num blog de fã da banda, escrevendo ele mesmo um post no blog dos Pumpkins.....aqui.



E o Depeche Mode voltou a fazer shows. Dave Gahan está melhor e liberado para levar a Tour Of The Universe adiante......dia 24 de outubro estamos aqui aguardando......

Agora sim..por enquanto é só velhinho.......

06 junho 2009

GD 45..........RECESSO......ESTUDOS......MAS..........

Fim de semana de recesso no blog. Pós graduação, mudanças, aulas....e como sempre música....antes do feriado o prometido rock nacional e este disco aqui:

03 junho 2009

GD 45 A FELICIDADE NÃO SE COMPRA...........PELO MENOS ATÉ 09/09/2009

Depois de encher a cara no MTV Movie Awards, junto com seu amigo o ator Aziz Ansan, James Murphy, mais conhecido pela alcunha de gênio por trás do LCD Soundsystem, escreveu um pequeno post no seu blog do My Space, sobre o disco novo e como é passar desapercebido numa festa de celebridades estelares. O bom de tudo isso são as observações de Murphy à respeito das celebridades teen e pessoas interessantes que ele acabou encontrando. Ainda mais como é bom conseguir beber de graça depois de conversar com Ben Stiller sobre os olhares de pessoas que acabam querendo saber quem ele era por estar convesando com Stiller. Mas o que interessa é que ele diz que a experiência de gravar o novo disco está muito mais tranquila do que quando gravou o sensacional Sound Of Silver. Alegre ele não vê gravar como um trabalho, mas sim como fazer uma coisa que gosta e muito de fazer.....
E aí fica a pergunta, se o cara estava de mal humor e triste e fez isso aqui:

Imagina agora que está feliz......

Bom e tem mais disco novo por aí....
Pearl Jam que está comemorando o aniversário de Ten, e seus 25 anos de banda, também vai lançar o disco novo esse ano. Se você já ouviu a 107.3 FM de São Paulo, já deve ter ouvido Brother a música nova, mas essa semana no novo programa de entrevistas de Conan O´Brian nos Estados Unidos eles tocaram mais uma que se chama Got Some. A música é muito boa, rock dos rápidos e enegéticos, coisa que estava faltando no último disco deles. Realmente fez bem pros caras de Seatlle andarem com Kings of Leon e Josh Homme. Confere aí.....

Notinha: esse vídeo está com o nome errado, mas a qualidade é melhor do que o que tinha o nome da música certa (hahahha).

Bom e a melhor notícia do ano......na verdade nem precisa escrever muito, a imagem é auto explicativa, é maravihosa, te deixa sem fôlego e mostra que os caras são realmente a maior banda de todos os tempos.....Ladies and gentleman this are The Beatles:

31 maio 2009

GD 45.....FANTASMAS DO PASSADO.......A SAGA DOS DISCOS ESQUECIDOS CAPÍTULO I


Você já teve a impressão de que por mais que a gente fuja, as coisas que vivemos no passado sempre voltam para assombrar. E não tem muita coisa a ver com karma ruim ou bom, é perseguição mesmo. Quando achamos que estamos livres de uma memória que nos incomoda e nos faz um pouco mais tristes do que realmente somos, lá está ela à mostrar seu sorriso amarelo e a nos dizer o quanto está viva. Nem Eddie vedder cantarolava "I´m still alive....", com tanta força.....
Acho que é isso que se passou na cabeça de Roger Waters ao escrever a maioria (todas na verdade) das músicas desse disco.........THE FINAL CUT, de 1983. O último disco do Pink Floyd como banda, não tinha nada para ser um disco com final feliz. A banda estava se atracando desde 1975 e no início dos 80 já não se aguentava mais, tanto que na contra capa do disco há uma nota que diz que a obra é de Roger Waters, executada pelo Pink Floyd. Os admiradores do Gilmour vão dizer que a megalomania de Waters atingia picos maiores que os da Globo, mas uma coisa não dá para negar, Final Cut é um baita disco.
Para começar todo o disco é tomado por uma aura de desespero que deixa The Wall parecendo um conto de fadas, e olha que haja psicologia para poder entender todos os traumas que o disco de 1979 trazia. Mas o clima denso que corre por exemplo pelas faixas Paranoid Eyes (apesar da linda melodia) e Your Possible Pastes é de cortar a espinha.
O disco tem como tema a homenagem final de Waters ao seu pai Eric Fletchers Waters, que lutou na Segunda Guerra e se The Wall falava sobre o trauma de perder o pai entre todos os outros, esse disco traz toda a revolta depois dos tempos de choro. The Fletcher Memorial Home, Not Now John (talvez deliberadamente a música mais pop do Pink Floyd nessa fase), são respectivamente críticas ferrenhas aos governantes (Waters criticava abertamente a Inglaterra pela Guerra das Malvinas) e ao capitalismo. O disco foi desenganado por todos, a crítica o recebeu como um trabalho pequeno, os fans que estavam sedentos por mais carne depois da crucificação de Waters em The Wall, ficaram se sentindo enganados e até hoje qualquer fã ferrenho vai dizer que esse disco é pequeno dentro da obra. Mas talvez todo mundo tenha se esquecido de como é desconcertante escutar esse disco. Desde as primeiras notas de The Post War Dream até as últimas de Two Suns In The Sunset, a apocalíptica faixa que profere o fim do mundo num holocausto nuclear, é impossível não sentir aquele gosto amargo de claustrofobia, aquela sensação de que você está sem saída. Todas as faixas são de uma melancolia tocante, mas que não faz do disco triste muito menos uma choraderira sem fim. Apesar de todas as brigas (que acabaram em um tribunal pela posse da banda...), tanto David Gilmour como Nick Mason (Richard Wright foi despedido por Waters depois de The Wall), estão em excelente forma. Aliás a bateria de Mason mesmo não tendo as famosa viradas de Live At Pompei ou Middle são precisas como uma Hattori Hanzo e Gilmour, apesar de cantar apenas uma música definia definitivamente como sua guitarra seria importante por todo o resto da história do Pink Floyd.
Os críticos e fans sempre disseram que este foi o primeiro trabalho solo de Waters, eu não acho.
The Final Cut é na verdade um documento desesperado de uma banda que estava morta desde que tinha voltado da guerra. Como um soldado, cheia de conflitos internos e despedaçando-se, a única diferença é que isto foi feito na cara de todo um público, na forma de maravilhosas canções.


Notas e citações......
As pequenas faixas de tecido colorido da capa são condecorações de guerra. As distinções são quatro. A maior, branca com listras roxas inclinadas é ganha por atos de coragem e valor em combatentes aéreos. A dourada (com listras preta, vermelha e azul) bem como a verde (com listras preta e vermelha) são ganhas por tempo de serviço. A outra dourada (com listras vermelha, azul e preta) é ganha por serviços prestados na África. São todas medalhas da Segunda Guerra Mundial.


“Bem, isto foi sempre o meu objectivo durante anos, ou seja sempre foi um dos meus objectivos, que tudo o que se fizesse, fosse equilibrado. Disse-o centenas de vezes até chatear – o que conta é o equilíbrio entre as palavras e a música, e eu penso que foi isso que se perdeu em “The final cut”.
- David Gilmour, à Rádio Australiana em Fevereiro de 1988

"Foi uma tristeza fazer “The final cut”, mesmo tendo-o ouvido depois e gostado de grande parte, não gosto da maneira como cantei. Consegue-se perceber a tensão louca por todo o álbum. Se tentas expressar algo e não consegues fazê-lo por estares tão nervoso... Foi uma época terrível. Nós discutíamos como cães e gatos, começando a perceber ou antes a aceitar que não havia banda. Na verdade estava a ser-nos imposto que nós não éramos uma banda, e que não o éramos há já muito tempo, pelo menos desde 1975, quando fizemos Wish you were here. Mesmo nessa altura havia grande desacordo sobre o conteúdo e sobre como fazer o álbum [...] Venderam-se 3 milhões de cópias, o que nem era muito para os Pink Floyd, e como consequência David Gilmour disse: “Aí está, eu sabia que ele estava a fazer tudo errado”. Mas é absolutamente ridículo julgar um álbum apenas pelo número de vendas. Se vamos usar as vendas como único critério, isso faz de Grease um álbum melhor que Graceland".

Roger Waters, Junho de 1987, a Chris Salewicz


Faixas:

No álbum original

  1. "The Post War Dream" - 3:02
  2. "Your Possible Pasts" - 4:22
  3. "One of the Few" - 1:23
  4. "The Hero's Return" - 2:56
  5. "The Gunner's Dream" - 5:07
  6. "Paranoid Eyes" - 3:40
  7. "Get Your Filthy Hands Off My Desert" - 1:19
  8. "The Fletcher Memorial Home" - 4:11
  9. "Southampton Dock" - 2:13
  10. "The Final Cut" - 4:46
  11. "Not Now John" - 5:01
  12. "Two Suns in the Sunset" - 5:14
OBS: na reedição em 2004, acrecentou-se a música When The Tigers Broke Free, que aparecia no filme The Wall.


Ficha Técnica:

The Final Cut (1983).
Gravado entre julho e dezembro de 1982.
Produção: Roger Waters, Michel Kamen, James Guthrie
A banda: David Gilmour (guitarras e vocal em Not Now John);
Roger Waters (baixo e vocais);
Nick Mason (bateria).

30 maio 2009

GD 44....BOAS COMPRAS E BOM SHOW....


Boa tarde......
Se você procura boas compras e um bom show para ir hoje, aí vão algumas dicas valiosas:
Na loja virtual da Amazon, você pode encontrar o fantástico CD do DEAD CAB FOR CUTIE, (We Have The Facts and We´re Voting Yes), por simples 5 doletas, entra aqui boas compras.... .
Você não acha apenas o Dead...acha uma grande qantidade de músicas pelo mesmo preço. Abaixo a pirataria (hahahahahahahah)..........ahhh e o EP THE OPEN DOOR sai por 0,99 cents.
E se você gosta de Sonic Youth, o show dos caras, que acontece hoje no festival da Primavera de Barcelona será tranmitido via net ao vivo, às 9:00 PM EST (lá por aqui dá mais ou menos seis horas da tarde), garanta seu ingresso no site da rádio, http://www.wfmu.org/.
Showzão....
Por enquanto eles no Jools Holland: