Ninguém vai salvar o mundo do rock ou da música indie, mas de vez em quando surgem coisas que fazem você perder mais que três minutos escutando, o que diga-se de passagem já é alguma coisa.
Já fazendo um barulho desde o ano passado entre os meios de comunicação especializados (eu acho esse termo cafoníssimo hahahaha), as irmãs Jennifer e Katherine O´Neil acompanhadas do comparsa Matt Bick nas baquetas, fazem do BLEECH uma das coisas boas que andam circulando por aí......som por assIm dizer honesto, trabalhador, seguro e por que não dizEr até seguro demais. Mas mesmo assim eles são de Londres e uma banda que foge ao esteriótipo do britpop é sempre bem vinda. Você já deve ter visto, se não viu aqui estão eles.....
Mais um cara que está na ativa faz tempo, mas estava a seis anos sem gravar, volta com um incrível disco chamado COPE. Seu nome ALEX FREELAND. Nesse disco há mês rodando por aí e com dois videoclips bacanas já soltos, os convidados são um caso à parte.Nomes como Tommy Lee, Twiggy Ramirez, Brody Dalle e Joey Santiago são apenas alguns que passaram pelo projeto.Além do vocalista Kurt Baumann de uma voz um pouco estranha demais, quase beirando o fantsmagórico....tem uma pegada bem LCD Soudsystem, mas beirando mais a praia do NIN.
Cabaret, punk, rockabilly, coreografias vintage. Tudo isso dentro de uma banda que está de disco novo na praça, sucesor de Lullabies seu primeiro trabalho. O som da banda MISS DERRINGER está diretamente ligado ao que você vê nas fotos, quase sendo tudo auto explicativo. Duvida??? então veja a foto deles: E mesmo assim não ficou claro toda a mistura de sons dos anos 40 e 60 junto com punk na mesma linha dos Desdren Dolls, veja o vídeo. E descubra o porque da vocalista Liz MacGrath se tornar a primeira na lista de homicídios de qualquer namorada ciumenta pelo seu jeito Debbie Harry de ser.....
Estou de saco cheio do mundo indie. Essa eterna procura pela melhor banda de todos os tempos da última semana, nenhum trabalho titânico vale tanto a pena. Pessoas de All Star com cabelos estrategicamente desgrenhados não me agradam......"mudernets" com sainhas e face blasé são a coisa mais cafona do planeta. Pseudo intelectuais mais vazios que veia de cadáver em aula de anatomia 1 proliferam por toda uma rede mundial que em síntese seria usada para captar mais informações e despeja-las para o mundo. Mas o que se vê nas listas de discussão em qualquer post de qualquer jornalista indie é uma conglomerado de xingamentos, disputinhas bairristas sobre quem é melhor (normalmente sobre Rio e SP), pessoas que não sabem metade do teorema de pitágoras ou qual a melhor estória da Mônica e passam por predadores das teclas, despejando seu ódio por dentro das veias abertas pela tecnologia. É tanta maledicência, tanto português gasto com fofoquinhas que parece que eu estou preso dentro de uma versão mais bizarra ainda da cidade aonde eu nasci. Às vezes me parece um bando de carolas de Converse falando pelos cotovelos sobre quem é mais indie ou não.......despejando seu ódio em quem é diferente ou em quem é menos popular. Tudo bem que ninguém da imprensa ajuda muito, afinal de contas boataria sempre rendeu muito, ainda mais em um país aonde o índice de analfabetismo é maior que a própria população. Mas popularizar o banal também não ajuda muito. Será que é verdade então? O independente está morto desde a primeira vez que Kurt usou um All Star sujo?????? Nevermind abriu os grilhões e soltou a mega empresa que se tornou o mundo indie para os leões????? Acho que no fundo não......Nevermind é apenas um disco, All Star é apenas um tênis e uma camiseta de banda desconhecida sempre será uma camiseta bacana. Mas é necessário que se repense urgente e emergencialmente sobre à que custas está sendo construída a tal da indústria do cool.......estamos todos dentro de um tempo aonde tudo é rápido demais, aonde tudo é dragado fundo demais e quase não sobra mais nada de areia para poder erguer qualquer dique de emergência. Os anos 60 foram os anos dos hippies, os 70 dos punks (saudades de algo......), anos 80 foram quase uma década para ser esquecida, nos 90 a geração camisa de flanelas e cabelo sujo mostrou aquilo que todo mundo escondia, mas e os 2000????......Uma revolução tecnológica que levou todo mundo a procurar ser o mais hypado possível.......uma era dos indie carolas????? Temos tempo até a copa do Brasil........ Pelo menos podemos escolher, mais dessa vez será que estamos preparados para todo esse poder que a força nos deu???????? E eu fico com a.......(você achou que ia encontrar uma citação brega do Gonzaguinha né????? hahahahahahahahhaha). Ao que interessa então.........bandinhas bacanas que estão começando ou não algo um pouco mais do mesmo.....
A) Phoenix Parece Strokes, mas citar Mozart e Liszt num mesmo disco, não é para qualquer um. Banda francesa que há dez anos na estrada mostra que é possível sim fazer pop rock usando mais do que o homúnculo de Penfield.
B) The Phenomenal Handclap Band Não é sempre que você pode descrever uma banda que mistura Blondie, Talking Heads e James Brown como original, mas nesse caso se você gosta de música que te faz deslocar-se de um ponto a para o ponto b realizando movimentos rotatórios com os pés, essa é a sua banda. Confere aqui embaixo......
C) I Am Vexed Letras faladas, refrões pegajosos e músicas tão digeríveis quanto um prato de carambolas ao molho de jiló. Parece indigesto, mas é uma das bandas que fazem um som inteligente, mais que a média das coisas que andam tocando nas FMs de sua vida.
D) Koko Von Nopoo Anos 80 regados à bep-bop e shubeduba. Canções que lembram os bons tempos das Pippetes misturados à um New Order aqui e acolá. Pode ser que não dê em nada e todas as francesinhas acabem virando musas de algum Truffaut modernoso, mas vale à pena uma conferida.
Mas alto lá.......você não acabou de fazer um quase manifesto contra o mundo "muderninho", sobre as pessoas que buscam o mais novo sucesso do planeta indie e tem a cara de pau de mostrar quatro bandas novas que estão causando uma febrezinha neste mesmo mundo que acabou de ir contra??????? Calma lá bakuniniano leitor........isso são apenas portas, se você vai ou não adentrar e fazer disso um fato importante a ponto de deflagar uma discussão sobre quem tem a camiseta mais bacana ou que som é mais importante isso não é comigo. Cabe a você atravessar ou não.....lembra lá em cima as tais escolhas?????? Agora é com você padwan!!!!! Quanto à mim, voltarei para Cat Power, o show desse sábado promete e ainda quero fazer uma cobertura descente disso. Fiquem bem seres.............
Continuando na sessão se notícias.......os Mutantes acabam de soltar a primeira música inédita em 35 anos sem gravar nada de novo. O álbum que se chama HAIF, deve sair entre setembro e outubro.......mas a música nova TECLAR já está rodando por aí.......e sabe aonde ela saiu primeiro: Não foi em algum canal de notícias brasileiro, aliás quase ninguém da chamada imprensa musical se deu conta disso ou sequer citou........a música saiu em primeira mão na bíblia da musica indie, a publicação PITCHFORK. E mais uma vez precisamos que publicações gringas nos digam o que tem de bom saindo na produção musical do nosso país..........e não é de hoje. Basta lembrar que a bossa só ficou conhecida no país todo depois que os yankes colocaram o dedo e apontaram como sendo um movimento que valia a pena.......até mesmo os próprios Mutantes, apenas ficaram conhecidos dentro do país de uma maneira mais contundente depois que caras como David Byrne, Sean Lennon, Beck entre outros começaram a babar aquele omelete por eles.........na verdade aqui fica também a crítica para, além da clara e óbvia vocação para sermos um país sem memória alguma e história.......para as pessoas que são divulgadoras de cultura nesse país jauino demais às vezes. Se você tem a oportunidade de divulgar um documentário que deveria ser passado dentro de salas de aulas lotadas como LOKI, que conta a história dos Mutantes e para ser mais exato a de Arnaldo Batista, para que renegar isso a poucas salas de cinema não frequentadas pelo grande público e porque deixar tão pouco tempo em cartaz, para depois de alguns meses ser lançamento de canal de tv por assinatura........ Me responde uma coisa então, porque a cultura de maneira geral nesse país é divulgada em guetos de pseudo intelectuais e para pessoas que tem poder aquisitivo para assitir o Canal Brasil???????? Você não paga seu imposto e não vota???? Também tem esse direito assegurado por lei. Enquanto se discute se os fumantes incomodam ao andamento da venda de outras drogas legais como a cerveja e as bebidas destiladas, nosso povo morre de burrice........sim eu sou anarquista......!!!!!!!!!!! Mas ao que interessa a música é boa.....os Mutantes não querem reviver o passado, estão dando um passo de cada vez em direção a imortalidade, a música nova você escuta aqui.
E essa vai para lista azul: como sempre tudo em nuvens, mas é muito provável que o AC/DC venha para o Brasil ainda esse ano, mais precisamente em novembro para a turnê de Black Ice que está tendo shows assim:
Existem dias aonde você acorda e não quer levantar....seus olhos pesam duas toneladas de maracatú atômico e eles não vão à lugar nenhum a não ser no canto do pé direito de seu quarto........aonde uma aranha estranhamente desenha um calabouço........pra moscas desavisadas....... Tem dias em que você não passa de um personagem de Perec , um homem que dorme.......sua simples vontade não passa de marasmo...e desespero.....nesses dias.....e são sempre nesses dias aonde o céu cinza se abre mostrando à você um emaranhado de relâmpagos e nuvens negras......e é assim com a tempestade que a vida começa.......no alcance de todos os trovões você é capaz de perceber que sua vontade é mais penitente do que um dia de fúria...... E as músicas que te seguem nesse dia, são assim......gritos de misericórdia.......estripados de dentro de uma carcaça estranhamente familiar, a sua pele cinza.....a sua pele dissecada ao sol....ou fungiciada pela falta dele...........Essas músicas são sombrias...e são envolventes e de nada gratuítas. Pois bem hoje sai na Inglatera e amanhã sai nos USA esse disco aqui:
Que é o já falado nesse blog projeto de Jack White, a banda THE DEAD WEATHER, formada por o próprio homem de cera do rock, VV do The Kills nos vocais, o baixista do Racounteurs e o guitarrista que participa do Queens of The Stone Age (Jack Lawrence e Dean Fertita respectivamente). A banda tem seu álbum de estréia HOREHOUND nessa ultima semana circulando nos torrents da vida e oficialmente pelo selo criado por Jack White , THIRD MAN, essa semana. Vamos então por partes: O disco tem essa capa aí toda meio que num tom de musgo e preto, e não é acidental a escolha dessas cores. Por todo o disco você é capaz de sentir a umidade fluir, como se você estivesse dentro de algum bar imundo que serve de moradia para aquela umidade seca de mangue. Aonde o calor do ar te faz produzir litros de sudorese inimaginávies, e a secura da boca arrasta seus lábios para dentro formando pequenas peles secas ao redor deles e em cada acorde elas se rasgam expondo seu sangue.......... 60 FEET TALL dá início aos trabalhos com uma gama de ruídos e rufares de tambores e um crescente de blues e batidas das paquetas desordenadamente. A primeira pele seca da tua boca sai nos primeiros acordes da voz de VV (eu já volto a falar da voz dela.....um minuto...), que corta sua garganta impiedosamente. O disco inteiro é marcado por esse clima de blues velho, coisa que os Racounteurs já haviam feito no segundo disco. Mas o TDW leva isso para um lugar mais sombrio, mais no recanto escondido do seu sistema límbico. E isso fica claro no single HANG YOU UP TO THE HEAVENS, é pesado e desconcertadamente quebrado, muito pela bateria de Jack White (sim ele é o baterista da banda, o primeiro instrumento que aprendeu a tocar) que tem viradas simples mas genialmente bem colocadas. Mas o pesado mesmo dessa faixa é sem dúvida de Fertita e Lawrence uma cozinha que faria Lucifer sentir vergonha de chamar sua casa de inferno.........confere aí.....
Mas não é apenas o blues que se propõe a ser pano de fundo dessa nova banda. O funk aparece forte em I CUT LIKE A BUFFALO. Os vocais duplicadas de Jack e VV fazem com ela seja mais que música...seja uma dança pagã......regada à um Hammond pesado demais. Lembra muito as músicas do Kills, pela dinâmica meio pornô meio freira do casal cantante, mas nem por isso descartável.......I love like a woman...but I cut like a buffalo, quer mais????????? SO FAR FROM YOUR WEAPON e TREAT LIKE YOUR MOTHER são feitas apenas pra mostrar a capacidade da vocalista de interpretar coisas diferentes, sejam elas baladinhas assombrosas ou uma música mais pop, nada formal no jeito de ser tocada, com se fosse uma big band dos anos 60 somada a uma banda de heavy metal. E tem mais uma coisa, VV cantando gemidamente medida I just like your mother faz você ter certeza que Édipo mora na sua casa e reflete o rosto no espelho toda a vez que você olha para ele. ROCKIN HOUSE e NEW PONY, são novamente blues rasgados e estariam em qualquer disco dos White Stripes, e você até poderia dizer que não acrescentam em nada no disco, mas em um mundo aonde a volta de bandas dos anos 90 são a tônica essas músicas são sopros de vida. BONES HOUSE, é soturna demais para ser deixada de lado. Tem todo um lado eletrônico que deixa tudo parecido com aqueles filmes de terror aonde vampiras lésbicas atacam jovens seminaristas virgens. E é aqui aonde eu volto a voz de Allison Moshart. Que ela é a menina mais punk de todo o mundo indie todo mundo já sabe, que ela desperta desejos maternias e desenfreados nos marmanjos de all star estamos carecas de saber. O que você não sabe, meu leitor salivante, é que ela usa meias vermelhas, e que isso faz dela uma deusa entre ratos. A voz dela é capaz de cometer latrocínios e nesse disco ela não apenas canta. Dá a medida de cada nota solta pelos três mosqueteiros, cria climas inimagináveis e é o diferencial de tudo. No Kills às vezes ela fica meio que presa a genialidade de Hotel, mas aqui ela está mais completa, está mais inteira...está usando meias vermelhas. A instrumental korniana 3 BIRDS poderia ter sido colocada fechando o disco, porque quebra demais o clima todo, seria mais bem aproveitada com lado B não lançado. NO HASSLE NIGHT continua no mesmo clima soturno bluesiro do disco, mas é a canção final WILL BE THERE ENOUGH WATER? que faz com que o próprio disco responda a pergunta. Na verdade a água virá de toda a umidade seca que esses três cavaleiros do apocalipse mais a dama de ferro trarão para e cena. Discos assim são capazes de tornar seu dia muito mais cinza ainda, mas quem disse que não há beleza em cores como essa e meias vermelhas.........
As coisas sempre mudam, conforme o seu mundo se modifica e tudo se tornam muito estranho, você pode seguir por dois caminhos. Um mais fácil de se trilhar aonde você segue a cartilha do caminho feliz e vai embora inerte, ciente de que seu futuro não vai te reservar mais nada além de uma foto em obituário num fim de vida feliz dentro de uma coluna social macabra. O outro que flutua entre o extremo e o difícil, vai te garantir dores, tormentos, pensamentos desconexos e avarias ao longo do processo, sejam elas físicas ou emocionais. Mas uma coisa eu posso te garantir, a recompensa no final é muito melhor.......você sai dessa trilha liberto, maior e sabendo quem são os pedaços que te fazem um todo. E ainda no processo, você á capaz de criar coisas sensacionais. Sair da matrix nunca foi tão dolorido, mas nunca foi tão libertador.
E esses caminhos mais difíceis sempre foram a tônica dessas duas bandas que estão preparando projetos novos e com a qualidade espetacular de quem é capaz de sangrar muito pela arte, e ao mesmo tempo fazer tudo aquilo que acham sensacional.....
A banda Foals que já tinha estraçalhado meio mundo com o disco de estréia Antidotes (quem foi no Planeta Terra de 2008 sabe do que eu estou falando.......quem não foi veja aí o que é suar a camisa.......), está preparando a segunda bolacha. E pelo andar de todas as carruagens esse será mais um álbum de rock matemático pitagoriano. O vocalista Yannis Phillipacks em entrevista essa semana disse que a banda está fugindo daquilo que se chama rock tradicional, e está buscando uma sonoridade mais funk, dub e soul clássica (cuma?????). A banda anda escutando muitas coisas de artistas como Donna Summer, James Brown e muito hip hop, e Yannis ainda citou que tudo isso que andam nos ouvidos deles está sendo colocado de uma forma a se encaixar nos padrões estabelecios por eles mesmos desde o primeiro álbum.
Ainda sobre o que eles andam deixando martelar suas bigornas, ele disse que na música atual nada chama a atenção e sendo assim não ouvem nada de novo rock......vai ser indie assim lá nas deserts sessions......
E por falar nisso.......
Josh Homme e sua hiperatividade musical estão com doses cavalares em 2009. Primeiro foi o disco novo sua outra banda, Eagles Of Death Metal, depois a produção das faixas de Humbug (o novo do Arctic Monkeys.....) e agora o Queens Of The Stone Age está em estúdio com a comparsa de longa data Dave Grohl (aquela que era baterista do Nirvana!!!) e um tal de John Paul Jones (que para você que cresceu dentro de uma estufa e não sabe, era o contra mestre da cozinha de um tal de Led Zeppelin.......).
Eles já vem nesse namoro desde 2005 (eu disse que o caminho mais difícil é sempre o mais longo ou uma curva entre dois pontos.....), mas de acordo com a site Antiquiet eles estão em estúdio nessa semana inciando os trabalhos em Los Angeles.Nada se sabe do som, mas Brady Boille (líder da banda Spinarettes, namorada de Josh Homme e ex-Destillers) em uma entrevista essa semana disse que apesar de não autorizada a dizer algo sobre o som, ela mencionou apenas as palavras nunca ouvido antes. Se fosse qualquer outra banda a gente iria chamar de bela jogada de marketing, mas em se tratando desses caras aqui, a gente sempre espera muito mais..........
De tempos em tempos surgem coisas que transcendem a idéia do ser apenas como comprovação da ocupação do espaço. Deixam de dar a noção de que estão apenas lá como folha de papel em branco no mosquete e passam a criar uma condição de existência. Se tornam além de objeto, criação, imagem, concreto. E isso é muito duro de acontecer no meio que chamamos de hard rock, que aliás deveria ser considerado termo racista, porque muita porcaria foi feito sobre esse rótulo. A KKK do rock sobre esses termos teve vários chapéus brancos, desde a cabeleira do Bon Jovi, até o programa de encontros do Brett Michells. O hard rock consegue ser o maior paradoxo de todos os termos, porque de alguma maneira consegue produzir coisas como o Led Zeppelin e lixos tóxicos piores do que Chernobyl........ Mas de tempos em tempos a evolução toma as rédeas de tudo e não anda.....dispara......O gene X parece desandar a se espalhar e produzir coisas de um valor meio que transcedental. E aí haja Professor Xavier........ É isso que aconteceu essa semana, com o lançamento do disco TRAVEL WITH MYSELF AND ANOTHER, da banda FUTURE OF THE LEFT. Com o início em 2005, essa banda que foi formada por pedaços de outras duas (Mclusky e Jarcrew) vem mostrando desde o primeiro álbum (Curses de 2007) que tem algo de diferente num cenário que muitas vezes parece estático demais, e com esse disco novo não precisa provar mais nada. É tudo muito visceral demais, desde os primeiros acordes de Arming Eritreia, já se percebe que seu corpo não vai passar em branco pelos acordes de guitarra. Dentro do disco todo a sensação que se tem é de ter todos os músculos esticados ao extremo, e quando você sente que as suas fibras extra fusais vão se descolar e jorrar todo seu sangue pelo chão, a parada é brusca........como se a banda te dissesse "pode respirar, mas tome fôlego...porque a manobra de energia muscular do inferno vai voltar só que um pouco mais forte dessa vez , tudo bem????" E a sequência de entrada nessa calabouço de tripas que a banda estirpa de você não poderia ser mais pesada, a faixa supracitada mais Chin Music e The Hope That House Built (que aliás te lembra a entrada do exército de Brancalleone por algum portal mágico......) é exatamente isso, um soco atrás do outro sem muito tempo de respirar. O disco é muito rápido, a maior faixa é a úlltima de 4 minutos e 15 segundos. Mas não pense você desavisado leitor, que por isso as coisas não terão conteúdo, ou serão sempre a mesma pauleira de qualquer banda que derrete amplificadores. Já I Am a Civil Service você poderá perceber a vocação da banda para a construção de músicas que cabem muito bem num filme de terror do Robbie Zombie ou numa pista de dança lotada. E a pegadinha pop demoníaca prossegue com Land Of My Formes, onde vocalista Andy Falkous parece que vai perder a garganta há qualquer minuto tamanha a profusão de notas rasgadas que ele despeja. Mas o detalhe é muito mais que um vocalista que grita com delicadeza, a bateria e o baixo são uma nota à parte como em You Need Satan More Than He Needs You. Baixo quebrado ao extremo junto com a bateria que é simplesmemte esmerilhada a cada batida. Atropelamento por cargueiro é pouco, seria mais fácil se imaginar amarrado ao bico de um Concorde à toda velocidade capitão Kirk!!!!!! O mais bacana nessa banda não serão notas altas e os riffs matadores, é o descompromisso com qualquer coisa. Não tem visão política, as letras tem sempre um algo de juvenil que sempre caem bem no rock.......não existe aquela necessidade Bononiana de se fazer um clássico, o que apenas deixa a banda muito mais interessante (mesmo porque de Bono já chega um...né??). O rock não tem que ser inteligente e é nessa beleza estupidamente excêntrica que reside todas as contrações boas que esse som pode te trazer, até porque Chuck Berry não tinha diploma de mestrado, Iggy Pop também não......é a condição do objeto se tornando ser.........e é isso que faz esse som obrigatório. Tente ouvir Stand By / Your Manatee com a sua vocação berryana e ousar não chacoalhar a sua cabeça, será seu estiramento escalênico que mais valerá a pena...... E o disco acaba de maneira um pouco paradoxal, mas nem por isso menos genial. Lapsed Catholics, tem cordas quase flamencas, refrões eruditos e um peso de fim de faixa que é impossível de se bater. E ainda eu vou cometer a heresia de dizer uma coisa....esse disco do Future Of The Left tem o mesmo frescor para esse rock atual que às vezes parece mais uma repetição de si mesmo, que um certo disco de 1976.......de uma banda que vivia tocando no CBGB´S.......DO YOU REMEMBER ROCK AND ROLL RADIOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!
Depois de encher a cara no MTV Movie Awards, junto com seu amigo o ator Aziz Ansan, James Murphy, mais conhecido pela alcunha de gênio por trás do LCD Soundsystem, escreveu um pequeno post no seu blog do My Space, sobre o disco novo e como é passar desapercebido numa festa de celebridades estelares. O bom de tudo isso são as observações de Murphy à respeito das celebridades teen e pessoas interessantes que ele acabou encontrando. Ainda mais como é bom conseguir beber de graça depois de conversar com Ben Stiller sobre os olhares de pessoas que acabam querendo saber quem ele era por estar convesando com Stiller. Mas o que interessa é que ele diz que a experiência de gravar o novo disco está muito mais tranquila do que quando gravou o sensacional Sound Of Silver. Alegre ele não vê gravar como um trabalho, mas sim como fazer uma coisa que gosta e muito de fazer..... E aí fica a pergunta, se o cara estava de mal humor e triste e fez isso aqui:
Imagina agora que está feliz......
Bom e tem mais disco novo por aí.... Pearl Jam que está comemorando o aniversário de Ten, e seus 25 anos de banda, também vai lançar o disco novo esse ano. Se você já ouviu a 107.3 FM de São Paulo, já deve ter ouvido Brother a música nova, mas essa semana no novo programa de entrevistas de Conan O´Brian nos Estados Unidos eles tocaram mais uma que se chama Got Some. A música é muito boa, rock dos rápidos e enegéticos, coisa que estava faltando no último disco deles. Realmente fez bem pros caras de Seatlle andarem com Kings of Leon e Josh Homme. Confere aí.....
Notinha: esse vídeo está com o nome errado, mas a qualidade é melhor do que o que tinha o nome da música certa (hahahha).
Bom e a melhor notícia do ano......na verdade nem precisa escrever muito, a imagem é auto explicativa, é maravihosa, te deixa sem fôlego e mostra que os caras são realmente a maior banda de todos os tempos.....Ladies and gentleman this are The Beatles:
Boas.... A reposta pra questão abaixo é que o Just a Fest e o Rodeio de Jaguariúna é que os dois foram projetados por pessoas que necessitam no mínimo trocar a receita oftálmica, para ser apenas irônico e não mal educado. Não existe diferença musical que suporte o fato de pessoas serem tratadas como animais em um matadouro, fazendo milhares de pessoas passarem por passagens minúsculas. Tudo bem que pessoas que organizam rodeios não devem ser as mais letradas em direitos dos animais, o que se imaginar no dos mamíferos bípedes que conseguem realizar a oposição do polegar...... Mas isso é discussão greenpeaceana, uns tempos atrás eu coloquei no blog uma entrevista sobre os problemas nos festivais e como essa dinâmica, em que o organizador do show enche o nariz de dinheiro e o povo enche o corpo de lama funcionava, mas parece que nem todas as discussões e mortes fazem acontecer alguma coisa. E é sempre a fatalidade a culpada, sempre é uma briga. Como ter lesionado um ligamento e tomar anti inflamatório. Você não trata o problema mas a sintomatologia. Enquanto isso pessoas vão sendo pisoteadas, da lama ao caos, já dizia Chico.
Mudando de assunto, nosso querido Bolota soltou notícias de como parece que outubro vai realmente ser novamente o grande mês de shows no Brasil. Depeche Mode, Faith No More (com o insano Mike Patton) e a turminha toda mais Alice in Chains com o vocalista novo em outubro. O Planeta Terra só em novembro mas vai ter que correr atrás do Festival promovido pela Oi, que especula a vinda do Kings of Leon nos dia 23 e 24 de outubro no intitulado Fashion Rocks, segundo nossa fonte (hahahaha) . Mas aí você dá uma buscada nas notícias sobre o tal festival e só acha que os shows serão da Shakira e da Byoncé além de Justin Timbarlake e a confirmada Mariah Carey.......como escrito no post sobre o Simona......procure se informar antes de ler......ou escrever (hahahahahaha). Banda imperdível da semana passada...JAPANDROIDS, dueto canadense de guitarra e bateria, nos moldes do White Stripes, mas muito mais Nirvana do que Meg White. Som bacana e pesado, bem garageiro. Mais uma banda que esse ano pode ser o mais novo Nirvana...aliás além deles, tem mais uma que foi candidatada pela crítica esse ano...... Pode votar......(hahahahah), o novo Nirvana é:
JAPANDROIDS
Ou Dinosaur Pile-Up......(escolha do titio Lucio),
As bandas são boas demais, mas original mesmo......... Até.......
Escrever sobre um disco às vezes se torna pessoal demais, a medida que vai entendo-se o que aquela voz que sai do alto-falante está dizendo. Coisas que pareciam comuns demais tornam-se montros com inúmeras cabeças e sempre voltam as entreter seu sistema límbico durnate o sono, algumas vezes com prazer, outras com a mais agonizante dor. Ou quando a crueldade é a maior de todas, a loucura vem disfarçada na mais aterrorizante doçura do mundo. E é assim que você se sente ao ouvir o novo disco de ST.VINCENT, Actor lançado esse mês. Que inicialmente você pode até confundir com um clone de alguma sobra de estúdio da fase White Chalk da PJ Harvey. Mas está muito longe disso. Annie Clark, texana, começou tudo há dois anos atrás lançando Marry Me, esse disco aqui: , que tinha Paris It´s Burning, entre muitas outras coisas boas. Mas nesse novo disco as coisas se tornaram um pouco claustrofóbicas, por assim dizer. Esqueça o clima de cantoras mais pop como Lily Allen ou Kate Nash. Annie Clarke está muito longe dessa categoria, se encaixando em uma cantora de banda como o Flaming Lips por exemplo. Sua voz baixa e doce, que se encaixaria em qualquer menina que mora na casa dos pais e tem uma educação religiosa, esconde uma gama de paranóias e esquizofrenias que fariam qualquer psicanalista entrar em paranóia. O disco todo tem um clima de desenho animado da Disney anos 50 misturado com O Massacre da Serra Elétrica, muito disso pela interpretação dela em versos como " I think I love you, I thinnk I´m mad....." ( Actor Out of Work) ou pela massiva mistura de ritmos eletrônicos com instrumentos padrões como flautas, violões, violinos entre outros. E segue nesse clima, mas sem cair numa armadilha repetitiva. A beatleniana Black Rainbow, mostra que St. Vincent sabe como dosar influências sem parecer uma mera cópia. Mas talvez o mais interessante nesse disco todo é perceber que Annie parece cantar seu desespero de uma forma contida e emocionada, tirando o fôlego do ouvinte e o fazendo percorrer todas as cores de sua loucura. O turbilhão de emoções explode nas nossas caras como na canção The Bed. Sorrisos, lágrimas, esperança e desespero, tudo em apenas 3 minutos. Não é pop fácil nem de longe, mas não é um disco apenas para eruditos. Actor viaja muito bem entre as duas praias, mostrando que existe sim muita beleza no cinza. A voz da cantora permanece suave, esteja ela falando das ansiedades de um relacionamento, ou sobre pânico. Sons robóticos ou verdadeiras composições orquestradas com uma levada roqueira garantem a variação de estilos e uma muito poderosa mescla de emoções à serem sentidas da primeira à última nota. Compre e ouça num domingo de frio quando o sol se debate por entre as nuvens cinzas e os raios dão aquela esquentadinha de leve na sua pele..........
Os sons são recebidos pelo ouvido humano da seguinte forma:
1 – O tímpano capta as oscilações de pressão da onda sonora que atinge o ouvido e as converte em vibrações mecânicas que são transmitidas por meio da ligação de três pequenos ossos para o ouvido interno.
2 – O ouvido interno, ou cóclea, no qual as vibrações são classificadas de acordo com gamas de freqüência, captadas por células receptoras, e convertidas em impulsos nervosos elétricos.
3 – O sistema nervoso auditivo, que transmite os sinais neurais ao cérebro, onde a informação é processada, apresentada com uma imagem de detalhes auditivos em certa área do córtex (a superfície do cérebro e o tecido subjacente), identificada, armazenada na memória e eventualmente transferida para outros centros do cérebro. Esses últimos estágios levam á percepção consciente dos sons musicais.