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30 abril 2009

Do que são feitos os festivais 2.......mais alguma coisa que venha na cabeça.....

Continuando..........
sobre o porque da seca de festivais esse ano e qual é a maior problemática.
Em conversa com este blog, a produtora Lilian Aparecida Rodrigues, que atualmente batalha junto ao Ministério da Cultura a continuação do projeto que leva cinema de graça para populações carentes, dos estados do sul, sudeste e agora no nordeste, com ajuda da Lei Rouanet, aquela lei que permite a captação de recursos do estado para desenvolvimento de projetos ligados à cultura. Essa famosa lei é a que permite nomes como Norma Bengell comprar uma cobertura na Avenida Vieira Souto, nosso querido Guilherme Fontes nunca acabar seu filme elefante branco, ou o hilário (depois dessa informação você também vai acha-lo hilário.....) Miguel Fallabella pedir 6 milhões (é isso mesmo....) para poder produzir uma peça de teatro.......mas essa lei também ajuda gente de bem como a Lilian.......mas vamos ao que interessa....
Conversando com ela sobre o porque da seca safra de festivais esse ano e perguntando sobre o quanto a crise afetou esse mercado, ela me disse que a crise afeta a quem interessa mais, afinal de contas, esse tipo de festival é sempre feito por mais de uma produtora, uma se encarregando da estrutura (aquela toda descrita no post anterior), e uma outra que fica com a função de trazer as bandas.
As atrações são sempre trazidas por uma galera que sabe que todo o dinheiro que se vai gastar com trazer as bandas, será completamente recebido de volta e ainda mais, afinal de contas ninguém faz nada de graça........... o lucro com certeza sempre é grande, e que às vezes o dinheiro do ingresso nem pra banda chega (essa a gente já sabia).
Então qual o problema maior?
Segundo Lilian, o maior problema é dividir esse bolo.......todo mundo que entra nessa jogada quer levar o seu, o dono da cervejaria que entra num festival de música aonde só se vende a cerveja dele, vai levar o dele......as empresas que trazem e se encarregam de tudo levam os deles, o fiscal que vai embargar o álvara leva o dele (mesmo se o lugar já tiver passado na inspeção), então é muita grana...mas também muita gente pra dividir esse dinheiro todo, sobra então para a galera que vai nos festivais pagar essa conta, ou você acha que as áreas vips dos shows são para pessoas very specials....é preciso que alguém pague essa conta!!!!!!!!!
Mas os empresários de shows, acham o contrário.....em entrevista ao Ultimo Segundo, os organizadores do finado Tim Festival (que tinha área VIP.....), disse que o que está inflacionando o mercado na verdade, não é a grande conta, mas sim o surgimento de megaempresas multinacionais desses eventos, a proliferação de produtoras, eventos musicais associados a empresas, fazem com que haja esse aumento gigantesco no preços dos ingressos.
Com isso uma minoria paga, uma maioria fica sem poder ter acesso à cultura, um direito do cidadão, ou se preferir, vai assistir Jane e Herondy na Virada Cultural.
Mas aí fica o raciocínio, se aumenta a quantidade de empresas que fazem esse tipo de evento, a competição não seria pela melhor oferta???????
A produtora que tiver melhor show pelo melhor preço não deveria ser a que faria o show??????
Se existem duas produtoras fazendo um evento, com toda essa mamata na captação de recursos nesse país, todo mundo seria pago pelo trabalho e ainda sim os ingressos seriam ascessívies??????? Afinal de contas, analogicamente, nosso entrevistada realiza um projeto aonde ela leva toda a estrutura de um cinema para um lugar, se desloca por estados, divulga monta,realiza o evento, não cobra nada da população e ainda por cima faz tudo isso com apenas metade do dinheiro da Lei de Incentivo. Qual é a lógica então????????
Como entender que os R$900,00 que você pagou pra ver o Bob Dylan, na verdade foi para pagar o lucro extra dos caras que trouxeram ele, ou para pagar a parte do fiscal que deu o alvara, ou pra pagar uns trocados a mais para a cervejaria.........qual é o verdadeiro direito à cultura nesse país??????
Sem esquecer que as gravadoras agora também usam os shows para compensar as perdas causadas pela internet......afinal de contas se você baxa músicas de graça, a gravadora está perdendo dinheiro. Quer dizer então que a culpa é minha e sua?????? hahahahahahahahahahahahahahahaha..........
Na verdade, a comum falta de boa vontade das pessoas detentoras do dinheiro grande nesse país sempre é colocada na frente dos interesses de modo geral. Para que abaixar os preços de shows, se sempre vai existir alguém que por amor a música vai comprar o mais exorbitante preço para ver sua banda. Vamos ganhar e muito sempre nas costas de quem é o verdadeiro fã.......





PISTA VIP É OUTRA COISA RSRSRSRSRSRSRSR


E agora de manhã comendo um croissant e tomando groselha, penso se não seria apenas um pensamento simplista demais ou uma busca dantesca demais,com faz minha amiga Lilian, pensar que tudo se resume ao fato de que quem ganha muito sempre estará querendo ganhar mais, e quem paga muito sempre terá que pagar, afinal de contas o capitalismo é assim os que ganham, os que perdem e os que pagam a conta. Mas será que ninguém tem ma mínima idéia do que é ser um transmissor de cultura, ou um provedor dela para o povo de um país subdesenvolvido como o nosso???????
Essas migalhas do pão espalhadas pelo papel da padaria, são mais simbólicas do que eu imagino????
Está mais do que na hora de ocorrer um movimento contra a sacanagem nesse país, contra a malandragem do mal que existe há muito tempo, não é possível que os provedores de cultura sejam uma elite preocupada em ganhar cada vez mais dinheiro e menos preocupada com a qualidade do que trazer. Produtoras de shows que fazem o "maior show do ano", e deixam as pessoas serem tratadas como suínos (o termo está na moda agora.....), congestionadas em estacionamentos mal planejados de lugares sem a menor infraestrutura. Somos tratados cada vez mais como número e estatística.......quer uma?????
A gripe suína já pegou 300 no México........


I´m bored....I´m bored camon let´s get HIGHHHHHHHH!!!!!!!!!!



25 abril 2009

(Vampire) Weekend.........do que são feitos os festivais parte 1

Buenas.....
Antes de mais nada, um videozinho da quase mais bacanuda premiação do mundo da música (se não fosse o playback do Take That......(Take o que???????) o infindável remix dos Pet Shop Boys e aquela menção à roupinha do Brandon Flowers...... hahahaha) Brit Awards 2009, Ting Things e Estelle numa quebradeira geral.....com Shut Up And Let Me Go, American Boy e That´s Not My Name (novela da Globo hahahahahaha)........





Nesse ano a crise veio e ficou.....(lá vem esse papinho de novo!!!!!), e apesar de rolarem alguns shows no Brasil, as coisas andam meio feias no quesito o que vem ou não vem pra cá. Apesar desse começo de ano sensacional (alguém aí já esqueceu o Radiohead????) a expectativa desse segundo semestre é um pouco perigosa, apesar de termos The Kooks, The View, The Gutter Twins e Depeche Mode agendados por enquanto é só se você gosta mesmo é de guitarras internacionais. nem as boas atrações eletrônicas estão salvando o segundo semestre. Por isso resolvi dar uma olhada com quantos dólares se traz um grande show ou festival......Coisa que não deve ser muito difícil nesse planeta globalizado........
De começo a gente já pensa o seguinte, é dinheiro para alugar o espaço aonde serão os shows, dinheiro para pagar a galera terceirizada (como seguranças, pessoal da montagem, pessoal da limpeza, pessoal da comida, quando o próprio evento cria a área de alimentação e não coloca outros restaurantes como foi no Planeta Terra......), mas será só isso.....vou investigar e já volto, afinal de contas não adianta apenas saber o quanto há de gasto, isso seria muito clichê demais, o que fica sem resposta é a pergunta: a equação direito à cultura X quem pode frequentar esse tipo de lugar tendo que pagar o gasto dos organizadores (porque você acha que o custo do seu ingresso e´só para pagar as bandas??????), e ainda mais quem depende das Viradas Culturais da vida, (que esse ano terá Odair José, Jany e Herondi, Regimaldo Rossi, Wando, CPM22......apesar de também ter MarceloD2, Matanza e Nação Zumbi....mas você sabe como é.........uma Nação Zumbi só não faz verão......) e é bombardeado quando não pela polícia como no ano passado no show dos Racionais.....é bombardeado por atrações que fariam o Tom Zé rolar na tumba se ali estivesse......e mais uma pergunta, porque quando é de graça, tem que haver sempre esse monte de descultura.......essas "questãs", mais tarde junto com a entrevista (é esse blog vai ter entrevista!!!!!!!!)......por enquanto momento cultural...........

23 abril 2009

SOBRE O QUE E QUEM FALA MAIS..........

Boa tarde........



Estava eu, lendo nos momentos de afasia mental que sugere uma tarde de chuva em sampa, uma reportagem, aliás uma entrevista com o André Barsinski, que para você que vivia em Krypton e não conhecia o camarada, uma breve história......



No início dos anos noventa, ele escreveu um livro chamado Barulho, aonde contava a história da cena musical americana, e por acaso, uma em especial que estava começando a causar certo barulho na cena indie yanque....um tal de Nirvana......banda que depois ficou um "pouco" conhecida no mundo todo, rola também na mesma época a famosa história sobre a venda da camiseta do Nirvana para o jornalista Alvaro Pereira, mais abaixo segue um relato sobre o caso.......( a história é a seguinte o Kurt Cobain vendeu uma camiseta do Nirvana quando eles eram apenas 3 moleques de Aberdeen para o Alvaro Pereira...meses depois estouraram Nevermind)



Além disso comandava junto com Alvaro e mais Paulo Martins um dos mais bacanudos programas de rádio, o assassinado Garagem, na Brasil 2000, quem ouviu jamais se esquece da furadeira em todos os CDs dos Los Hermanos, ou as piadinhas com as rimas filosóficas de Humberto Gessinger.



Pois bem esse senhor na entrevista diz algumas coisas boas, mas uma em especial me chamou a atenção, a pergunta era como se posicionar hoje escrevendo sobre música, já que a Internet fez com que qualquer um pudesse de dentro de sua casa fazer notícia e escrever sobre as mais variadas coisas, acha que não?



Na resposta ele comentou que hoje em dia as pessoas por terem mais acesso a informação e por tudo ser muito rápido, não existem mais jornalistas e sim críticos, e que todo aquele ritual de estar en loco para poder escrever está se perdendo.



Pois bem......até que ponto termina a sua liberdade de omitir uma opinião sobre algo que você gosta, e começa o direito de ser jornalista num mundo de blogs, flogs, twitteres?



Fico pensando nisso pelo simples fato de que se levarmos em conta um raciocínio lógico, por exemplo se você começar a fazer cirurgias ou a dar pontos em pessoas machucadas e não for um médico, enfermeiro ou socorrista, você provavelmente será processado por falsidade ideológica, então será que somos todos falsários virtuais brincando de repórteres? Como diferenciar Jimmie Olsen de Clark Kent?



Você até pode dizer assim, mas espera um pouco.....se eu começar a fazer cirurgias eu tenho que ter pelo menos uma pequena noção de anatomia e matérias básicas, e para poder escrever basta você ter o mínimo de educação fundamental possível e um acesso a Internet, ou seja são duas coisas diferentes. Mas eu acho que não, acho que para poder escrever bem é necessário ter estudado e se preparado para escrever bem é necessário ser jornalista. Lógico existirão sempre as pessoas que tem um dom maior, mas no geral é preciso ter base, é preciso saber o diferencial entre matar uma pessoa e realizar um transplante perfeito, é necessário saber a diferença de copiar informação e de fornecer informação.



Mas aí ficam as perguntas........Até onde vai a liberdade de expressão?



Quem decide quem tem direito de escrever?



Morte aos blogs?????????????????




Senhor Barsinski.



Mas talvez esse pensamento seja um pouco sunita demais, mesmo porque não leva em conta as seguintes questões. Quanto mais pessoas estiverem escrevendo sobre qualquer coisa, e dando opiniões centradas ou não (caetanismo a essa hora é foda....), mais o trabalho de quem realmente estudou e está dando duro pelo jornalismo nesse país dos banguelas se destacará. Quantos mais idiotas escreverem, maior será a visibilidade dos verdadeiros jornalistas, que tem uma base fundamental para realmente checar fontes, realizar entrevistas que realmente interessam, omitir opiniões centradas baseadas em fatos, quanto mais cavalgaduras resenhantes na Internet, mais as pessoas que tem a teoria jornalística poderão se destacar, é a lei a genética sendo aplicada, o mais apto passa o menos vira ser unicelular. O que também é uma forma de separar quem realmente tem talento aparecer mais.
Mas a questão mais importante realmente é que a morte dos blogs seria como o AI-5 virtual, mataria a liberdade de expressão, não que a luta pela liberdade nesse país tenha sido uma revolução francesa ou qualquer coisa um pouco mais sangrenta, como o holocausto (e isso não quer dizer que não tenha sido menos sofrida e dolorosa), mas a extinção da liberdade de se poder falar seria realmente um caos real.
Mas como separar o que interessa daquilo que é apenas folhetinesco?
Simples Watson......informe-se muito bem, leia mais do que uma tela fria, saia da mesmice de twitteres, orkuts e afins. Sites de relacionamento que não te deixam sentir qual a expressão da pessoa a hora que você a vê.........seja mais do que um papagaio de pirata, seja mais com ser humano. Não se limite a comentar blogs com asneiras, palavrões, ofensas...... seja melhor que isso.....se é que você consegue ser mais num país aonde o estado se omite nas questões mais simples como manter o povo com o mínimo de educação basal.......
Por isso viva a idiotice dos críticos de blog......viva a minha idiotice....viva a sua......morte aos blogs desinteressantes...morte ao meu blog........viva o jornalismo de verdade...........
I could be wrong.........I could be right!!!!