Esse post é apenas para dizer que se você ainda não ouviu as músicas novas, ou se nunca assitiu à um show de uma banda no mundo virtual (coisa que eu acho muito pouco provável......), clique na foto e assista ao show de lançamento do novo disco dos Arctic Monkeys, o já mais do que esperado HUMBUG. Na semana que vem uma resenha sobre o mais novo petardo e no podcast inaugural algumas faixas. Aliás que bela semaninha para iniciar um podcast. O show acontece ao vivo em exatamente 46 minutos........Clique na foto e bom show. Durante a transmissão o twitter do blog que você acessa aqui, vai passar o set list...........
O show foi curto.....apenas cinco músicas, mas deu pra perceber que eles mudaram toda a sonoridade da banda sem deixar de ter a marca registrada dos Monkeys. Apenas acrescentaram um peso a mais......... O set list: Pretty Visitors Crying Lightyning Red Right Hand (cover) Potion Approaching Secret Door
Repassada rápida na lista e shows desse ano, algumas mudanças e outras perguntas sem respostas..... Rolando por aí que......o Green Day pode ser o head line do Planeta Terra, e isso me leva a uma questão evolucionista lamarkiana: O ano passado aconteceu o show do Offspring.Punk californiano meio calabresa meio farofa. Dessa vez talvez o Green Day, que além de servir para trilha sonora da Malhação, é dispensável. Tudo bem que eles foram bacanas fazendo o tapa na cara da sociedade americana com American Idiot e que se posicionaram e coisa e tal.Mas o Green day nada mais é que uma máquina bem azeitada de fazer hits punks digestíveis.Então estará o Planeta Terra esse ano concretizando a sua vocação emo??????? Ou mais uma vez eles vão trazer atrações que formem um mosaico ainda maior, porque também o ano passado é que pode-se ver ao mesmo tempo uma banda para a galera dos 80 (Jesus and Mary Chain), Foals e Offspring.Tudo no mesmo royale with cheese......... Mas enquanto a gente não sabe o que vai acontecer a lista fica assim......
THE ATARIS.................................26/07 Hangar 110
CACHORRO GRANDE..................08/08 Sesc Pompéia (lançamento do cd novo)
LITLLE JOY...................................15/08 VIA FUNCHAL (NOVO)
CHUCK BERRY..............................19/08 Via Funchal
Rapidinha mesmo, o show dos The Killers está confirmadíssimo na Colômbia, no dia 15 de novembro no Parque Jaime Duque.......estarão eles entrando na lista vermelha?????
continua???????
Sim, a data talvez dia 21 de novembro.....e outra banda que pode vir é Ting Tings, lá de Manchester para tocar junto com o Depeche Mode e o Prodigy.... então a lista ficaria assim:
THE ATARIS.................................26/07 Hangar 110
CACHORRO GRANDE..................08/08 Sesc Pompéia (lançamento do cd novo)
LITLLE JOY...................................15/08 VIA FUNCHAL (NOVO)
CHUCK BERRY..............................19/08 Via Funchal
Depois desse fim de semana cheio de cores cinzas e intensas, as coisas teimam e querer voltar ao normal, mas se tudo correr bem elas nunca chegarão perto disso......... Mas por partes........primeiro sobre os shows desse ano, mais um que com certeza acontecerá, e apesar de estar meio atrasado para se postar vai para a listinha vermelha.
Litlle Joy dia 15 de agosto no Via Funchal em São Paulo. Depois da presepadinha de fazer três shows em um lugar aonde cabem apenas 500 pessoas (e será que era necessário mais que isso??????), a choradeira de muita gente por não conseguir ingressos eles voltam para São Paulo pra mais esse show. A pergunta que não quer calar é: mas então o que aconteceu com o cd novo dos Strokes????? Afinal de contas a banda estava em estúdio já começando as gravações do sucessor de FIRST IMPRESSIONS ON EARTH. Mas quando ninguém esperava Julian Casablancas lançou um teaser de seu disco solo e Fabrizio Moretti vem de novo pra cá. Bom se você não pode ter Strokes, então fique com uma Litlle Joy mesmo (piadinha Fratellis). E The Killers vem mesmo, só falta a definição das datas. E como sempre deve demorar aquela famosa eternidade. Então a tabelinha de shows mudou pra ficar assim:
THE ATARIS.................................26/07 Hangar 110
CACHORRO GRANDE..................08/08 Sesc Pompéia (lançamento do cd novo)
LITLLE JOY...................................15/08 VIA FUNCHAL (NOVO)
CHUCK BERRY..............................19/08 Via Funchal
COPACABANA CLUB....................17/08 os dois no Studio SP no festival Poploaded Gig 2
JERRY LEE LEWIS........................18/09 Credicard Hall
DEPECHE MODE............................24/10 Arena Anhembi (chamar lá de arena é piada né?????)
FAITH NO MORE..........................07/11 Festival Planeta Terra
GRIZZLY BEAR.............................07/11 Festival Planeta Terra palco indie
THE KILLERS................................entre 21 e 26/11 (quase virando vermelho)
FRANZ FERDINAND.......................em 2010
De todos os da tabelinha azul o menos provável que acontece parece ser mesmo o do Grizzly Bear, aliás diga-se de passagem infelizmente. Na agenda de shows da banda não existe sequer uma menção à qualquer data na América do Sul. E corrigindo o esquecimento a agenda anterior adicionado o quase show do além do Depeche Mode em outubro. Os ingressos do DM serão colocados à venda à partir do dia 14 de agosto.
Mais uma balada indie na Barra Funda. Como se já fosse pouco todas as baladas que existem em São Paulo de música "muderninha", nesse fim de semana abre o ALLEY CLUB. Boteco, baladinha que pode também virar casa de shows, dependendo do que se pede. Quase em frente à um outro bar, o Clash Club, no mesmo bairro a balada nova promete além de esquentar a concorrência se tornar um ponto de referência mais especificamente de rock, já que a levada do Clash é bem mais eletrônica..................entra no site por aqui e confere ver se te apetece.
É rapidinho mesmo, mas antes e ir durante a semana um certo combo vindo da Terra de James Brown, que acidentalmente caiu nessaModern Age meio sem querer vai dar uma parada por aqui..........não entendeu nada, pelo menos guarde a capa então:
O dia todo passou com uma sensação estranha de domingo. Havia um clima mais que bucólico no ar de São Paulo nesse dia 18. Talvez fosse por causa das mudanças de clima ocorridas, afinal de contas o sol que nasceu pontualmente as seis horas da manhã, acabou se escondendo depois. Teimando voltar a dar as caras durante toda a tarde, mas com uma leveza de energia que quase não era percebido. E quando no início da noite se despediu sendo levado pelo vento gelado de inverno, foi como se estivesse dizendo a todas as pessoas que iria começar um cataclisma sonoro em alguma parte da cidade. E assim se fez. Nas horas que antecederam a apresentação de Cat Power no Via Funchal, o céu desandou a chorar copiosamente, e a chuva acabou castigando quem não havia levado guarda-chuvas ou estava ainda tentando retirar seu ingresso comprado pela internet. Diante das reclamações de sempre quanto à organização do evento, e contra o departamento de meteorologia do firmamento, os primeiros passos de todos naqueles metros quadrados eram de espera. Em todos os rostos havia uma expressão de pré-Katrina, como se todos lá já esperassem algum tipo de acidente bíblico ou de alguma tormenta imparavel. Mas mesmo assim a entrada seguiu-se sem tropeços. Nem a famigerada exigência de Chan de não permitir câmeras dentro do recinto estava sendo levada às últimas consequências, com você pode perceber pelas fotos tiradas do show, aqui postadas. E por falar em fotos, isso é mérito exclusivo de Karina. Além da dedicatória deste blog, ela merece muito mais beijos depois dessas fotos e desses dois filmes que mostraremos por aqui. Porque tirar uma foto ou fazer um vídeo sem que Chan Marshall furtivamente se escondesse atrás da bateria, ou virasse as costas foi quase uma missão herculínea. E como se viu depois captar à emoção dela foi uma tarefa para poucos e que apenas no final do show foi feito sem força ( mas isso é apenas pro fim). De entrada fácil, as acomodações mais fáceis ainda. Mas aquele clima de tormenta teimava em não passar. As reclamações de como é pssível se fazer um show "indie", com cadeiras e mesas mostraram-se desnecessárias devido ao que se viu depois. Palco simples demais. Baixo, bateria, guitarra e um teclado quase que se fundindo em posição, invertendo Newton completamente. Apenas as luzes da casa faziam sombra nas pessoas que ainda se acomodavam. Alguém se aproxima dos instrumentos e coloca dois incensos (um na bateria e outro no vibrafone) e sai, retornaria ao palco depois para colocar uma vela em cima do piano e sairia assim calado de lado, quase se desculpando por entrar, mas com passos firmes de quem está lá para realizar uma missão importante para a formação dessa tempestade. Alguns minutos depois das dez horas, as luzes da casa vão lentamente morrendo. Pronto, já era possível perceber a formação de pesados cúmulos em torno do céu do palco. Os primeiros raios começam quando entram em cena THE DIRTY DELTA BLUES. O guitarrista Judah Bauer (do Blues Explosion), o tecladista Gregg Foreman (do Delta 72), o baixista e vibrafonista Erik Paparazzi (da Lizard Music) e o baterista Jim White (do Dirty Three) se posicionam, os aplausos crescem em intensidade e a tempestade se precipita. Quando de repente todos esperavam um raio dos mais poderosos, entra em cena uma menina pequena, quase frágil a ponto de se quebrar por completo com um sopro. Tímida, calçando seus sapatos masculinos brancos, seu jeans apertado e uma camisa levemente desabotoada com uma gravata no pescoço. Ela olha ao redor, sorri timidamente, um aceno.....mais nada. Ela parece não entender o tamanho das coisas, e talvez isso se deva pela sua própria estatura pequena. Por um momento eu tenho a impressão que ela vai correr de tudo aquilo. De repente, os acordes de THE HOUSE OF THE RISING SUN iniciam-se. Ela abre a boca e solta a primeira nota, um silêncio mortal invade o lugar. Você consegue perceber que a voz da menina começa a preencher o espaço......as notas vocais descem pela beirada do palco e se misturam as mesas e cadeiras. Funde-se com os ouvidos e corpos de todos...um a um....nossos cérebros são tomados pelo timbre, e ele se espalha. No segundo verso é possível sentir a vibração da garganta de Cat Power tomando o quarteirão inteiro da casa de shows. A voz dela se fundiu e costurou uma amarra dentro de todos presentes. Era como se uma onda que começa pequena fosse tomando proporções jurássicas e arrebentasse de uma vez inundando o lugar. É incrível ver como é possível uma menina tão frágil aparentemente cantar com uma força capaz de fazer desabar um estádio inteiro. Em vários momentos nessa primeira parte do show não haveria explicação lógica para saber de onde é que saía toda aquela voz. Mas a cada clima dissonante, a cada nota e a cada expressão a única certeza era que a tempestade havia chegado.
O show percorreu climas, passou por camadas cada vez mais densas. Foi baseado muito em todos os covers dela dos dois discos THE COVERS RECORD e JUKEBOX, versões assombrosas de Don´t Explain (gravada por Nina Simone e Billie Holiday), Fortunated Son, Lost Someone, Lord Help The Poor And Need, Rambling (Wo) Man e Sea Of Love (que merece uma observação por ter ficado melhor que a versão açucarada que Robert Plant fez), estavam mostrando a todo mundo presente que não havia como sair daquele sensacional furacão pesado. Mas havia junto com isso uma sensação de desapego maior ainda. As poucas palavras de Cat para a platéia que urrava a cada música, eram mais exacerbadas ainda quando ela passava a maior parte do tempo imersa dentro do seu mundo. Cat Power canta em transe. Muitos dos momentos em que ela se colocava na lateral do palco (onde passou a maior parte do show), pode-se ver claramente que ela cantava em outro planeta. Ela estava em algum lugar muito longe onde ela captava sua voz e a despejava, cada vez mais poderosa pelo público. Mesmo a toda hora fazendo obsevações quanto ao volume do seu microfone (a briga pessoal dela com o som era uma das tiradas á parte no show....). Estava tudo se encaminhando para apenas um show aonde o artista canta, deixa marcas e se vai. Mas como se fosse mandada pelos céus para acalmar a tormenta, surge a garotinha de saia preta e cabelos crespos......... Foi um lance daqueles que você só vê se acompanhar desde o começo. Chan estava na lateral direita do palco em seu mundo. E essa menina audaciosa se aproxima, com a vontade e força de chegar perto de Cat Power inesgotáveis. Seria um embate entre duas grandes forças da natureza. De um lado uma voz rouca de trovão do outro uma inabalável determinação. A menina se aproxima e encara Cat, a cantora que até então fugia de todas as câmeras para e olha de volta. A menina se aproxima com um pacote escuro em suas mãos e o leva na direção da cantora. Cat Power ainda meio que sem jeito se aproxima e pega o embrulho, você podia sentir um raio de força cortar as duas meninas pequenas na beirada daquele palco. A menina fala alguma coisa para Cat, ela não ouve e se aproxima dela. Por um momento acontece aquele fenômeno em que o tempo corre mais devagar dentro da matrix e Chan Marshall delicadamente coloca sua mão no ombro da menina que lhe fala algumas palavras. Cat sorri e acaricia a garota de cabelos crespos, nesse exato momento a densidade cai por terra. Não existe mais exigências de não se filmar, não existem mais amarras para toda a força de sentimento que foi delicadamente surrada dentro do coração e alma de todos os presentes. A menina de cabelos crespos dobrou Cat Power, a partir daí a cantora que já estava despejando a alma no palco, deixava seu coração cair pela primeira vez ao lado da caixa de retorno. E depois disso ela distribuiu tudo que que tinha de alma e coração por notas cada vez mais bem tocadas pela banda, que é um espetáculo à parte tamanha a competência musical e de improviso que eles despejam. Seguiram-se as músicas do disco The Greatest, como The Moon, Greatest, Live on Bars. Todas num clima de bar sujo de jazz e blues, fazendo a voz rouca de Cat se destacar cada vez mais. Mas ela já estava com a alma em comunhão no palco. Visivelmente emocionada, continuou despejando as notas num crescente absurdamente impalpável.
E tudo se aglutinou para o fim apocalíptico, nem mais nem menos. Quando os primeiros acordes de Anjelitos Negros começaram a inundar o espaço da casa de shows. Podia-se ouvir o barulho da água escorrendo pelos cantos das pias do banheiros. E a música final do show foi massacrante. Numa versão tão longa quanto a do disco, mas nada igual (aliás todas as músicas tocadas estavam com arranjos diferentes ) a banda e Cat Power entregaram-se de vez, não havia como diferenciar quem era quem porque o amálgama era sólido demais, era coeso demais. E ninguém saiu ileso dessa música. Foi certamente a que deu mais vontade de se matar com faquinha de bolo Pulmann, a música que mais emocionou a platéia e a que tirava de Chan a cada nota um pedaço de alma mais profundo. Ao final dela tudo dentro do Via Funchal era uma coisa só. Não havia mais diferenças entre os rostos, não havia mais separação entre o palco e o povo. E quando Cat se aproximou no melhor estilo Roberto Carlos com um balde de rosas brancas e com várias folhas de papel aonde estava o set list do show para mais perto do público, foi catarse pura. Ela ficou pelo menos dez minutos recebendo e doando sentimentos à beira do palco com as pessoas que a tocavam, pediam autógrafos (em vinis inclusive), levavam camisetas, levavam carinho. Era palpável e visível o quanto de esforço que ela fazia naquele momento para não descanbar num choro latente. Emocionada deixou o palco, mas levou com ela metade do coração de todos. Uma troca mais do que justa, já que naquele dia ela tinha deixado sua alma em cada um de nós.............
OBS: os prêmios do sorteio que será feito nessa segunda feira ou terça feira serão, um DVD do show da Cat Power na França de 2007 para o primeiro lugar e para o segundo comentário mais bacana um show do The Killers da turnê de Sam´s Town (quando a banda era bacana ainda hahaha)
Após todo o sucesso de YOU ARE FREE , as coisas não pareciam ter se acertado para ela. Os shows continuavam imprevisíveis, alguns nem chegavam até o fim, outros duravam horas intermináveis de lamento e loucuras. Tudo isso culminando com o lançamento do DVD SPEAKING FOR TREES , aonde o cineasta Mark Borthwick faz uma espécie de show ao ar livre aonde Chan passa quase duas horas cantando e tocando sozinha dentro de uma floresta com planos em sua grande maioria estásticos. E como loucura pouca é bobagem ainda nessa época ela acaba chegando ao fundo do quadro de depressão e surgem as primeiras tentativas de suicídio. Nesse mesmo tempo ela decide que está na mais do que na hora de dar um fim nisso tudo e começa um processo de cura, aonde foi incluída uma semana no Centro Médico Psiquiátrico Monte Sinai em Miami para uma checadinha no cerebelo. Após essa semana, ela sai dizendo que lá dentro ela não era ela.Mas depois de uma tempestade dessas, nada que não fosse grande poderia surgir.
THE GREATEST, foi lançado em 2006, e é até hoje o disco de maior sucesso de Cat Power. Usado para iniciar pessoas no mundo da cantora e referência como obra primordial para qualquer um que compra seu primeiro par de All Star e óculos de aro preto de acrílico, o disco é uma obra mais que coesa. Co-arranjado pelo guitarrista de All Green, Tennie Hodgers, esta coleção de grandes músicas é e uma suavidade incrível. Apesar da fase turbulenta da cantora na época (mais álcool e mais suicídio), a voz de Chan consegue ser de uma violência doce incrível. Músicas como Willie, Where is my love, The Moon, Greatest, Love and Communication e Hate fazem com que esse disco seja cravado na memória de quem o ouve.Os arranjos são magistrais e a banda é de uma afinação absurda. E é desse disco esse som que você vê agora:
Nesse meio tempo Chan Marshall ainda achou algumas atividades extras como por exemplo fazer alguns comerciais para GAP e estrelar ao lado de Norah Jones e Jude Law o filme MY BLUEBERRY NIGHTS de Wong Kar Wai, aonde fazia o papel de namorada de Law. E também acabou embalando os beijos de Jones e Jude com duas músicas na trilha sonora. E nesse contexto de entrar numa fase mais limpa que ela reenconttrou o Brasil em 2007 no finado TIM Festival. Neste ano, o festival já era evento certo em qualquer agenda do tal mundo "muderninho", e aquele ano poderia ser muito melhor que o ano anterior aonde Strokes e Kings Of Leon bateram de frente com a Scania que foram os shows do Arcade Of Fire. Havia Arctic Monkeys, The Killers, Bjork, ou seja briga de cachorro grande e qualquer show com adjetivo de bom seria um desperdício. Foi na primeira noite antes de Anthony and The Johnsons, que as pazes com o público foram feitas, com a banda Dirty Three Delta, que fluia do blues para o rock parando no jazz com a facilidade de quem abre de quem abre uma bala, ela iniciou o show com nada mais nada menos que uma canção imortalizada por ninguém mais que Billie Holliday, Don´t Explain. Pronto não precisava mais nada. A versão de She´s Got You (um clássico do country americano), foi de cortar o coração e todas as músicas de The Greatest foram quase que levadas pelo público como mantra. Saiu do palco debaixo de uma tormenta de aplausos, e a metade de sua alma que ficou no palco, grudou permanentemente em cada uma das pessoas que assitiram a apresentação, o que explica os ingressos esgotados nos shows de 2009. Esses dois videos são da apresentação no Tim:
Após o disco e a vinda ao Brasil, ela em 2007 ganhou o prêmio Shortlist Music Prize, por The Greatest se tornando a primeira artista feminina solo a recebe-lo. Em 2008 lança o segundo disco de covers JUKEBOX, aonde faz interpretações de canções mais antigas ainda do que no primeiro disco de covers, aonde aparece novamente Metal Heart e a música Song For Bobby em homenagem à Bob Dylan ídolo da cantora de longa data. Logo após em dezembro veio o EP DARK SIDE OF THE STREET com sobras de estudio do álbum. Atualmente ela está trabalhando no próximo disco, com algumas músicas já prontas como Mountaintops e Leopard para o sucessor de Jukebox. Hoje à noite à partir das dez da noite, Chan Marshall volta ao Brasil. Se pedaços de alma serão despejados no palco, isso ninguém sabe, mas a única certeza é que corações serão tocados de uma maneira irremediável essa noite..........
Quando deixamos nossa heroína moderna, ela estava a meio caminho de uma colapso nervoso. Ansiosa por não ser compreendida em seus trabalhos, caminhando em círculos sem achar a saída do circo da fama ao qual havia sido catapultada pelo seu mais recente disco.Isolada em uma fazendo na distante terra do nunca Cat Power continuou fazendo aquilo que ela achava no momento ser a saída para todas as suas dúvidas.Pinturas, poemas, álcool, droguinhas e depressão grande.......como se estivesse presa dentro de seu próprio pesadelo. E foi por causa de um desses pesadelos que ela voltou ao mundo da música. Segundo ela em rara entrevista, o pesadelo era assim: ela sonhava que alguém lhe dizia que seu passado seria apagado se ela encontrasse essa pessoa que falava com ela (quem quer que fosse....), ela acordava gritando que não queria conhecer essa pessoa, porque ela sabia quem era: uma serpente traiçoeira. E esse pesadelo cercava a casa dela como um tornado. Ela ficava apavorada e tinha que correr para seu violão para poder distrair-se e passava os próximos 60 minutos gravando alguma coisa.E dessas gravações longas sairiam seis canções.E foi assim que nasceu o disco dela, gravado na Austrália em companhia da banda Dirty Tree (que tocam com Nick Cave também). Esse disco intitulado MOON PIX é um dos melhores discos dos anos 90 (ele é de setembro de 1998), e trazia a já famosa desde sempre Metal Heart, mas foi com Cross Bone Style que ela mais uma vez caiu nas graças do público e fez (para desespero dela mesma), seu rosto ficar conhecido ainda mais. Aqui você confere as duas faixas e ainda a capa do disco.
Mas mesmo com todas as honrarias e felicitações alguma coisa parecia um pouco fora do lugar, mesmo porque meninas que não gostam de aplausos talvez estejam sendo mal interpretadas (obrigado pelo comentário....). E Chan continuava mais ainda dentro do círculo vicioso que entrou.E mesmo assim logo após a explosão de Moon Pix, ela resolveu fazer o primeiro disco de covers de sua carreira.E o nome não poderia ser mais inteligente: THE COVERS RECORD. Nesse disco ela mostra de uma vez por todas que ela não era apenas mais uma cantora indie qualquer, e se você não acredita dá uma olhada nesse videoclip e tente não chorar copiosamente. Nesse disco Cat Power se supera como interprete e como artista, simplesmente fazendo versões estonteantes para Rolling Stones (Satisfaction), Bob Dylan(Paths of Victory) e Velvet Underground(I Found a Reason). E foi com esse disco que ela veio ao Brasil pela primeira vez em 2001, fazendo shows em São Paulo, Rio e Curitiba. Mas se pudessemos ser parentes de Emett Brown provavelmente iríamos dizer que estávamos próximos de uma Amy Whinehouse do passado. Ela mal conseguia cantar as músicas, errou demais e com direito à uma apresentação Kobainiana no Hollywood Rock ela deixou quem gostava dela aqui a ver navios cargueiros. Mas a redenção e o caso de amor com os fans brazucas viria em 2007 (mas isso é uma outra história.....já já chegamos nela.). Por enquanto fiquem com ela em uma das mais maravilhosas covers de todos os tempos:
Mas como na música, ela acabou achando uma razão para não ir embora de uma vez da face da Terra, e quando todo mundo imaginava as manchetes em tablóides sensacionalistas, eis que surge em 2003 depois de três anos sem gravar nada YOU ARE FREE. Essa capinha bucólica já dava a impressão de paz que ela parecia ter atingido. E apesar da calma aparente esse é um disco de rock regado à baladas simples mas fortes. Produzido por Adam Kasper que fez trabalhos com Pearl Jam, Foo Fighters e Queens Of The Stone Age, Cat Power parecia ter atingido a maturidade. De início pesado com a música I Don´t Blame You, que apesar de jurar que não era para Kurt Cobain (no início da letras ela canta sobre um músico que a última vez que tinha visto, ele estava com sua guitarra na mão com uma sensação de que não queria estar lá........o que vocês acham????), e com as participações de Dave Grohl na bateria em 3 faixas e o baixo em Speak For Me, ainda com Eddie Vedder nos vocais em Good Woman e Evolution. Um fato bacana é que os convidados foram apenas identificados com as inicias dos nomes, então no encarte apenas estão colocados assim: D.G., E.V. e ainda um misterioso T.H. (que poderia ser o baterista Taylor Hawkins do FF). Vale a pena ouvir do começo ao fim, numa tarde de sábado no seu recanto rural. E é desse disco o próximo videoclip aqui: He War
E isso tudo mostra que realmente uma infância problemática, a mãe sofrendo de esquizofrênia, drogas, depressão, loucura e tentativas de suicídio, podem até não ser parâmetro de normalidade, mas com certeza é matéria prima de genialidade.
Quando o post do inferno voltar:
o disco mais The Greatest, a redenção no Brasil e mais covers de se matar com faca de bolo Pullman.
Como todo mundo já sabe Chan Marshall ou Cat Power, (como preferirem) retorna ao Brasil nesse sábado para um show em São Paulo e domingo no Rio de Janeiro. Com a esperança dos fans que nesse ano ela faça um pouco melhor do que em 2001, quando dentro de seu mais terrível pesadelo enterrada até a cabeça dentro de um litro de whyskie e drogas ela mal conseguia cantar as músicas. Atualmente recuperada de toda a manguaça, depois de lançar mais um disco de covers (JUKEBOX de 2008), que foi abraçado muito bem pela crítica especializada senhorita Chan volta as nossas terras. Enquanto aguardamos o sábado, bolando uma missão nos moldes Tom Cruisianos de ter as fotos do show e alguns vídeos, já que a moçoila que é avessa aos aplausos e mandou um recadinho que não vai querer saber de câmeras no seu show (como se ninguém fosse levar nem celular!!!!!), começaremos a postar uma biografia com videoclips, capas de discos e historinhas.......tudo será bem dividinho e colocado por partes para que você leitor possa acompanhar. A cobertura do show sairá logo após o retorno desse que vos escreve para casa, ainda na madrugada de sábado para domingo. E como estamos iniciando alguns testes no quesito mídia internética (alguém aí falou programa de rádio??????), vai rolar um sorteio pros melhores comentários sobre Cat Power.........dentro do blog. Nos comentários deixe seu e mail para que possa entrar em contato. Posto isso vamos ao que interessa.
Nascida no dia 21 de janeiro de 1972, com o nome de Charlyn Marie Marshall, filha de pai músico. Desde cedo já acompanhava o velho dentro dessse mundo então a transição não foi muito demorada para acontecer. Depois da separação dos pais, quando tinha 17 anos, Chan muda-se para morar com a mãe em Atlanta. Nessa mesma época larga o colegial e começa a procurar coisas mais interessantes para fazer (mesmo porque colegial pode ser sacral demais às vezes). Nessa procura muda-se para Nova Yorke aonde começa os primeiros ensaios daquilo que ela se tornaria anos mais tarde. Em 1992 ela funda o Cat Power (nome que surgiu depois que ela viu um adesivo de carro aonde estava escrito Cat Diesel Power), junto com um baterista seu amigo. E em 1994 lança seu primeiro single HEADLIGHTS,essa música entraria no primeiro disco dela de 1995 DEAR SIR, esse aqui:
Nesse mesmo ano Cat Power, já estava abrindo vários shows da cantora Liz Phair. Um tempo antes do lançamento desse disco ela conheceu o baterista do Sonic Youth (Steve Shelley) e Tim Foljahn (Two Dollar Guitar) e com eles gravou várias músicas de Dear Sir e do segundo álbum intitulado MYRA LEE, lançado apenas alguns meses depois do primeiro e pelo selo de Steve Smells Like a Record.
Desse segundo disco que você vê a capa logo abaixo, saiu a música Enough, primeiro vídeo dela em nossa videobiografia.
Mas foi em 1996 que ela começou a despontar no cenário através do primeiro disco seu pela Matador Records, WHAT WOULD THE COMUNITY THINK, de levada bluseira constante, mas de melancolia à flor da pele esse disco além de projetar Cat Power mundialmente, mostrava que a menina tinha certas perturbações depressivas importantes. Toda a influência de seu pai se apresentava nas faixas que lembravam muito o sul norte americano como Knights Ride By e In This Hole. Mas o hit que foi Nude At The News fez com que toda essa fumacinha deprê se escondesse um pouco para todos que a ouviam, menos para ela mesma. O disco é esse aqui:
E o vídeo que mostrava quase tudo é esse:
E é depois desse disco que as coisas se complicam. Senhorita Marshall entrou em uma depressão das bravas, muito pelo fato de não gostar em nada de seus primeiros discos e por achar que estava sendo explorada pelos seus amigos de gravadora. Some-se à isso o fato dela não conseguir compreender nem aceitar muito a idolatria de seus fans (coisa que até hoje ela tem consigo, visto que ela não gosta de aplausos). Fez o que todo mundo faria, se isolou do mundo dentro de uma fazenda, junto com o seu namorado e alí ficou pintando, escrevendo poesia quase desistindo da música de uma vez. Foi nessa época que começou a descida pelo álcool, as drogas e algumas tentativas de suicídio. Mas depois de um pesadelo no meio da noite, ela resolveu voltar.........
No próximo bloco:
O pesadelo de Cat, a volta pela Lua, Eddie Vedder e Dave Grohl, a vinda ao Brasil e a trilha sonora dos beijos de Norah Jones........
Continuando na sessão se notícias.......os Mutantes acabam de soltar a primeira música inédita em 35 anos sem gravar nada de novo. O álbum que se chama HAIF, deve sair entre setembro e outubro.......mas a música nova TECLAR já está rodando por aí.......e sabe aonde ela saiu primeiro: Não foi em algum canal de notícias brasileiro, aliás quase ninguém da chamada imprensa musical se deu conta disso ou sequer citou........a música saiu em primeira mão na bíblia da musica indie, a publicação PITCHFORK. E mais uma vez precisamos que publicações gringas nos digam o que tem de bom saindo na produção musical do nosso país..........e não é de hoje. Basta lembrar que a bossa só ficou conhecida no país todo depois que os yankes colocaram o dedo e apontaram como sendo um movimento que valia a pena.......até mesmo os próprios Mutantes, apenas ficaram conhecidos dentro do país de uma maneira mais contundente depois que caras como David Byrne, Sean Lennon, Beck entre outros começaram a babar aquele omelete por eles.........na verdade aqui fica também a crítica para, além da clara e óbvia vocação para sermos um país sem memória alguma e história.......para as pessoas que são divulgadoras de cultura nesse país jauino demais às vezes. Se você tem a oportunidade de divulgar um documentário que deveria ser passado dentro de salas de aulas lotadas como LOKI, que conta a história dos Mutantes e para ser mais exato a de Arnaldo Batista, para que renegar isso a poucas salas de cinema não frequentadas pelo grande público e porque deixar tão pouco tempo em cartaz, para depois de alguns meses ser lançamento de canal de tv por assinatura........ Me responde uma coisa então, porque a cultura de maneira geral nesse país é divulgada em guetos de pseudo intelectuais e para pessoas que tem poder aquisitivo para assitir o Canal Brasil???????? Você não paga seu imposto e não vota???? Também tem esse direito assegurado por lei. Enquanto se discute se os fumantes incomodam ao andamento da venda de outras drogas legais como a cerveja e as bebidas destiladas, nosso povo morre de burrice........sim eu sou anarquista......!!!!!!!!!!! Mas ao que interessa a música é boa.....os Mutantes não querem reviver o passado, estão dando um passo de cada vez em direção a imortalidade, a música nova você escuta aqui.
E essa vai para lista azul: como sempre tudo em nuvens, mas é muito provável que o AC/DC venha para o Brasil ainda esse ano, mais precisamente em novembro para a turnê de Black Ice que está tendo shows assim:
Como tudo dentro desse país vem aos pedaços, e de acordo com José Sarney, ninguém sabe de nada, este hum(bug)ilde blog, vem realizar o favor de à partir dessa semana periodicamente atualizar a lista de shows bacanas que ocorrem no país varoníl, terra boa e gostosa, lar do maníaco do parque, PC Farias, Suzanne Altenhoffen, irmãos Cravinhos, Luís Inácio Lula da Silva, morada do Congresso Nacional e dos senadores honestos. Cabe aqui uma explicação cartesiana: os shows em vermelho são confirmados os outros ainda são especulações (fortes, mas são......)
CAT POWER..................................18/07 Via Funchal
COPACABANA CLUB....................17/08 os dois no Studio SP no festival Poploaded Gig 2
JERRY LEE LEWIS........................18/09 Credicard Hall
FAITH NO MORE..........................07/11 Festival Planeta Terra (asterisco gigante!!!!!)
GRIZZLY BEAR.............................07/11 Festival Planeta Terra palco indie
THE KILLERS................................entre 21 e 26/11 (asterisco gigante dois!!!!!!)
FRANZ FERDINAND.......................em 2010 (asterisco gigante 3!!!!!!!)
Asterisco gigante:
O Festival Planeta Terra desse ano aconteceria dia 14 de novembro, mas de acordo com as fontes da imprensa nacional, o festival estaria mudando de data para poder comportar o show do FNM. O show da banda que lançou o melhor disco de 2009 até agora segundo a revista Clash, o Grizzly Bear vem estrelar o palco indie do mesmo festival.
Asterisco gigante 2:
A turnê conjunta com o Coldplay já era, não rolará aqui na América do Sul, mas os shows da banda que um dia foi a banda mais bacana do mundo indie estão sendo confirmados em partes.
Asterisco gigante 3:
O Franz anunciou a turnê sul americana para o início do ano que vem, no ano da copa do mundo o show mais divertido do mundo atualmente, confere aí.........
a) no segundo semestre desse ano, assistiremos nesse país varonil, Faith No More. Assim como The Killers e Coldplay tocando juntos.......com uma ínfima possibilidade de também vir Queens Of The Stone Age.
b) as escutas telefônicas usadas para entender como é que sai tanto dinheiro do congresso para contas particulares estão clamando que também nesse mesmo semestre virão Passion Pit e Friendly Fires ainda com a soma de Golden Filter.Esse último já anunciando shows aqui em São Paulo na sua página no myspace.......com a deficiente informação de gps sobre o endereço do show. E depois de não contribuirmos em nada com esse dois tópicos, a não ser com a mania nelson rubiana de espalhar boatos.....existem coisas um pouco mais importantes:
Parece que tudo o que Trent Reznor tem de revolta pela internet (para quem não se lembra, há três semanas atrás ele declarou que estava se desligando de todos os meios de comunicação virtual, porque as idéias iniciais foram deturbadas e que na net apenas havia espaço para coisa fúteis. Acabado o xilique de duas semanas ele voltou e se logou de novo), Beck tem de vontade de expandir os horizontes dentro de seu site. Dessa vez ele estará colocando para audição gratuita um série de mixes tapes chamadas de Planned Obsolescense que consistem em, semanalmente o próprio Beck ou algum amigo convidado mixar sons que ele está escutando naquela semana. Mas não é apenas uma simples coletânea de músicas, são verdadeiras massas sonoras sem um padrão definido, com temas que variam do funk ao progressivo pesado beirando o obscuro......você acha que já é difícil..então veja a definição do Dr. Beckeinstein para seu novo monstro......"Autobahn Hologram (o título da primeira sessão), é um miasma laminado colidindo com o trem expresso da Bavária somado à analógicos americanos e recados de voz emeritus...." normalzinho ele né?????? Nessa primeira fita estão Pharoah Sanders ( músico de free jazz), Kraftwerk, Michael Jackson, Waiting For The Man do Velvet Underground tocada pela Orquestra Manoeuvres In The Dark e por aí vai essa insanidade. Confere a fitinha from hell aqui.
O Pirate Bay , aquele famoso site aonde todo mundo já pegou músicas de graça, e nem me venha falar que você não faz isso, porque essa frase é uma das maiores mentiras que você pode contar. Afinal de contas baixar músicas de graça na net é o passatempo mais difundidos nesse século. Pois bem, o site foi fechado. Os donos do site enquadrados e convidados a escolher entre a cruz e o fogaréu: ou iam presos e passavam um ano pegando o sabonete com cuidado, ou pagariam uma bagatela de 3,6 milhões de dólares de fiança. Mas como todo bom nerd que se preze, o que você acha que eles fizeram? Exato, venderam o site pela modesta quantia de 7.7 milhões de dolares. No blog dos caras eles escreveram que os lucros dessa manobra radical para se safar da cadeia serão doados para entidades que lutam pela liberdade de pensamento e expressão e liberdade dentro do mundo virtual. E é lógico que quem vai comandar esses sites são coelhinho da páscoa, papai noel e o chapeleiro maluco....... O site foi comprado pela Global Gaming Factory, que no seu texto para imprensa garantiu que fará com que o site se torne legítimo, pagando os direitos autorais para os artistas e cobrando pelos torrents. Todos os usuários do site que baixavam vídeos pornôs e músicas do Panic At The Disco estão agradecidos de montão por essa notícia.........Mas me diz uma coisa, e isso resolve o que???? Se os caras que estavam realizando a contravenção acabaram ficando milionários com isso, se os sites de música de graça não vão acabar tão cedo, as pessoas que baixam música de graça pela rede vão continuar fazendo exatamente a mesma coisa (mesmo porque já pensou prender todo mundo que faz isso, é perigoso até as pessoas que investigam e julgam esse tipo de crime serem pegas.....). As discussões nunca vão acabar e é sempre o mesmo tópico, e aí libera ou não libera??? Paga ou não paga? Quem quer dinheiroooooo??????? E se você for entender isso, a culpa maior é de quem está sendo prejudicado hoje em dia, as gravadoras. Elas nunca se preocuparam com o fato de que a margem de lucro que eles tinham quando os cd´s eram vendidos (eram não ainda são!!!!) a preços astronômicos era enormes e acabaram negligenciando quem consumia música. O resultado quando você não olha seu consumidor de perto e entende as suas necessidades é simples. A melhor oferta tem a maior procura.....esses sites são a melhor oferta. Você tem razão se acha que os sites lesam o trabalhador braçal da música, mas espera um minuto. Se você é músico e faz um disco que vende 6 milhões de cópias e depois faz outro que vendeu 3 milhões você não acha que você ganhou muito também??? Se você procurar em qualquer site de torrents e ver quais são os mais baixados de graça, vai ver uma coleção de nomes que provavelmente tem uma conta bancária muito maior que a sua, então será que a verdade está lá fora mesmo????? O assunto é pesado e dá muita margem de erro, mas como dizia um tal de Raul, (esses sites) são a tal da mosca que pousou na sua sopa e que venho te zumbizar e não adianta detetizar que se ela morrer vem logo outra em seu lugar........
Boa tarde...... Se você procura boas compras e um bom show para ir hoje, aí vão algumas dicas valiosas: Na loja virtual da Amazon, você pode encontrar o fantástico CD do DEAD CAB FOR CUTIE, (We Have The Facts and We´re Voting Yes), por simples 5 doletas, entra aqui boas compras.... . Você não acha apenas o Dead...acha uma grande qantidade de músicas pelo mesmo preço. Abaixo a pirataria (hahahahahahahah)..........ahhh e o EP THE OPEN DOOR sai por 0,99 cents. E se você gosta de Sonic Youth, o show dos caras, que acontece hoje no festival da Primavera de Barcelona será tranmitido via net ao vivo, às 9:00 PM EST (lá por aqui dá mais ou menos seis horas da tarde), garanta seu ingresso no site da rádio, http://www.wfmu.org/. Showzão.... Por enquanto eles no Jools Holland:
Boas.... A reposta pra questão abaixo é que o Just a Fest e o Rodeio de Jaguariúna é que os dois foram projetados por pessoas que necessitam no mínimo trocar a receita oftálmica, para ser apenas irônico e não mal educado. Não existe diferença musical que suporte o fato de pessoas serem tratadas como animais em um matadouro, fazendo milhares de pessoas passarem por passagens minúsculas. Tudo bem que pessoas que organizam rodeios não devem ser as mais letradas em direitos dos animais, o que se imaginar no dos mamíferos bípedes que conseguem realizar a oposição do polegar...... Mas isso é discussão greenpeaceana, uns tempos atrás eu coloquei no blog uma entrevista sobre os problemas nos festivais e como essa dinâmica, em que o organizador do show enche o nariz de dinheiro e o povo enche o corpo de lama funcionava, mas parece que nem todas as discussões e mortes fazem acontecer alguma coisa. E é sempre a fatalidade a culpada, sempre é uma briga. Como ter lesionado um ligamento e tomar anti inflamatório. Você não trata o problema mas a sintomatologia. Enquanto isso pessoas vão sendo pisoteadas, da lama ao caos, já dizia Chico.
Mudando de assunto, nosso querido Bolota soltou notícias de como parece que outubro vai realmente ser novamente o grande mês de shows no Brasil. Depeche Mode, Faith No More (com o insano Mike Patton) e a turminha toda mais Alice in Chains com o vocalista novo em outubro. O Planeta Terra só em novembro mas vai ter que correr atrás do Festival promovido pela Oi, que especula a vinda do Kings of Leon nos dia 23 e 24 de outubro no intitulado Fashion Rocks, segundo nossa fonte (hahahaha) . Mas aí você dá uma buscada nas notícias sobre o tal festival e só acha que os shows serão da Shakira e da Byoncé além de Justin Timbarlake e a confirmada Mariah Carey.......como escrito no post sobre o Simona......procure se informar antes de ler......ou escrever (hahahahahaha). Banda imperdível da semana passada...JAPANDROIDS, dueto canadense de guitarra e bateria, nos moldes do White Stripes, mas muito mais Nirvana do que Meg White. Som bacana e pesado, bem garageiro. Mais uma banda que esse ano pode ser o mais novo Nirvana...aliás além deles, tem mais uma que foi candidatada pela crítica esse ano...... Pode votar......(hahahahah), o novo Nirvana é:
JAPANDROIDS
Ou Dinosaur Pile-Up......(escolha do titio Lucio),
As bandas são boas demais, mas original mesmo......... Até.......
Cat Power entrará em turnê esse inverno (aqui para nós), com ninguém menos que Juliette Lewis e os Pretenders. O comunicado foi confirmado nessa tarde pela assessoria de imprensa da cantora, será que o show do Brasil em julho terá surpresas???? Do lado da atriz de Assassinos por Natureza, o disco novo TERRA INCOGNITA, produzido por ninguém mais que Omar- Rodriguez Lopez do Mars Volta chega em 9 de setembro....
O Depeche Mode cancelou mais alguns shows. Polônia, Lituania e Latvia foram os shows que não farão mais parte da nova turnê que passa por aqui (se tudo correr bem ) em outubro. Os médicos que atendem o vocal Dave Gahan disseram que será preciso mais tempo para curar a rapaz....qualquer coisa a gente escreve por aqui.....
Ela já foi muito chegada a porres homéricos, foi suicida algumas outras vezes e atualmente é uma das melhores cantoras do mundo indie....... Cat Power.....aí vamos nós..... Ingressos comprados. E de quem foi a idéia de colocar mesas em show de cantora indie??????? Segregação total, mesas em pista vip, em pista 1,2 e 3.Você senta-se com duas pessoas desconhecidas, que podem ser muito bacanas, ou aquelas com a maior nível de TOC possível.Ou seja, o show marcado para dia 18 de julho, no Via Funchal ( http://www.viafunchal.com.br/ ), será no mínimo imprevisível. Mas deixando de lado toda a famosa discussão de com são mal organizados, os eventos musicais, no Brasil varoníl, vamos a música da senhorita Charlyn Marie Marshall, desde sempre musa e predileta da casa.......
Ainda essa semana, nova lista pra fita, os discos novos mais bacanas e algo sobre filmes....
Depois da Ulissiana tarefa de salvar os arquivos X, Y, Zs do blog antigo e mandar o space pro espaço (os trocadilhos infâmes continuam....), vamos começar dentro do blogger. Com estrutura melhor da vontade de escrever mais, o que eu realmente não sei se é uma coisa boa ou ruim, mas vamos lá.....o esquema é o se sempre. Fotos, vídeos, opiniões, reflexões.......
Começando apenas com dicas leves de o que se ouvir nesse longo feriado......só pra testar o blog.......
Mais um ao vivo agora The Kooks que vem pras terras paulistanas em junho
E Gutter Twins,banda que falaremos depois e vem pra cá em julho
Logo mais The View no Brasil, Coachella 2009, por enquanto Sir. Paul MacCartney no festival.....
Os sons são recebidos pelo ouvido humano da seguinte forma:
1 – O tímpano capta as oscilações de pressão da onda sonora que atinge o ouvido e as converte em vibrações mecânicas que são transmitidas por meio da ligação de três pequenos ossos para o ouvido interno.
2 – O ouvido interno, ou cóclea, no qual as vibrações são classificadas de acordo com gamas de freqüência, captadas por células receptoras, e convertidas em impulsos nervosos elétricos.
3 – O sistema nervoso auditivo, que transmite os sinais neurais ao cérebro, onde a informação é processada, apresentada com uma imagem de detalhes auditivos em certa área do córtex (a superfície do cérebro e o tecido subjacente), identificada, armazenada na memória e eventualmente transferida para outros centros do cérebro. Esses últimos estágios levam á percepção consciente dos sons musicais.