09 junho 2009

GD 46....RAPIDINHAS...VOCÊ SABE O QUE É HUMBUG??????

Inicio de semana, o corpo estava fora ainda nesta segunda, mas depois de aterrisar na carcaça, aqui vamos nós......


Em extensa entrevista para a revista da indústria fonográfica Music Connection, Jack, meu nome é trabalho, White (White Strips, The Racounteurs, The Dead Weather.....mais alguma?????), deixou no ar que está pra começar a fazer um album solo, lá para o final de 2009. Na entrevista que você pode ler aqui, ele não deixa isso claro, mas também não faz questão nenhuma de desmentir. Mais um álbum para se esperar...... além de esperar que a turnê do The Dead Weather, começando nesse mês passe por aqui......



HUMBUG
.....do inglês:
PRONOME: (atenção para isto aqui.....)
fraude
embuste
comportamento doloso
linguagem pouco séria
mentira
mistificação
impostor.
Se for verbo é:
enganar
iludir
mentir
mistificar
tapear.........................O resto fica por conta da sua imaginação.........



O Radiohead, está lançando mais uma das suas. Não que seja uma novidade, afinal de contas vender discos mais baratos pela net é moda desde sempre......mas entra no ar essa semana a loja virtual Radiohead polishop (hahahaha). Anunciado hoje (pode conferir aqui.....) , a banda inicia sua loja vendendo o disco 2 de In Rainbows, além do solo de Tom Yorke e de Collin Greenwood e também o In Raibows disco 1. O preço:
In Rainbows 2 : 6 libras, os outros 7,50. Aproximadamente um total de R$ 24,00 um disco. Achou barato......compre aqui.
Por enquanto é so........quer dizer...quase.....



Billy Corgan Jackson??????????
O Smashing Pumpkins estava sem baterista desde a saída de Matt Chamberlain da banda o ano passado.....e Billy Corgan então fez o que todo empreeendedor faz....abriu sessões de ensaios para descobrir o herdeiro das baquetas.....e ao que tudo indica a procura acabou......um rapazola de 19 anos (ele tinha 1 ano quando saiu Gish.....). Billy Corgan confirmou a notícia que saiu num blog de fã da banda, escrevendo ele mesmo um post no blog dos Pumpkins.....aqui.



E o Depeche Mode voltou a fazer shows. Dave Gahan está melhor e liberado para levar a Tour Of The Universe adiante......dia 24 de outubro estamos aqui aguardando......

Agora sim..por enquanto é só velhinho.......

06 junho 2009

GD 45..........RECESSO......ESTUDOS......MAS..........

Fim de semana de recesso no blog. Pós graduação, mudanças, aulas....e como sempre música....antes do feriado o prometido rock nacional e este disco aqui:

03 junho 2009

GD 45 A FELICIDADE NÃO SE COMPRA...........PELO MENOS ATÉ 09/09/2009

Depois de encher a cara no MTV Movie Awards, junto com seu amigo o ator Aziz Ansan, James Murphy, mais conhecido pela alcunha de gênio por trás do LCD Soundsystem, escreveu um pequeno post no seu blog do My Space, sobre o disco novo e como é passar desapercebido numa festa de celebridades estelares. O bom de tudo isso são as observações de Murphy à respeito das celebridades teen e pessoas interessantes que ele acabou encontrando. Ainda mais como é bom conseguir beber de graça depois de conversar com Ben Stiller sobre os olhares de pessoas que acabam querendo saber quem ele era por estar convesando com Stiller. Mas o que interessa é que ele diz que a experiência de gravar o novo disco está muito mais tranquila do que quando gravou o sensacional Sound Of Silver. Alegre ele não vê gravar como um trabalho, mas sim como fazer uma coisa que gosta e muito de fazer.....
E aí fica a pergunta, se o cara estava de mal humor e triste e fez isso aqui:

Imagina agora que está feliz......

Bom e tem mais disco novo por aí....
Pearl Jam que está comemorando o aniversário de Ten, e seus 25 anos de banda, também vai lançar o disco novo esse ano. Se você já ouviu a 107.3 FM de São Paulo, já deve ter ouvido Brother a música nova, mas essa semana no novo programa de entrevistas de Conan O´Brian nos Estados Unidos eles tocaram mais uma que se chama Got Some. A música é muito boa, rock dos rápidos e enegéticos, coisa que estava faltando no último disco deles. Realmente fez bem pros caras de Seatlle andarem com Kings of Leon e Josh Homme. Confere aí.....

Notinha: esse vídeo está com o nome errado, mas a qualidade é melhor do que o que tinha o nome da música certa (hahahha).

Bom e a melhor notícia do ano......na verdade nem precisa escrever muito, a imagem é auto explicativa, é maravihosa, te deixa sem fôlego e mostra que os caras são realmente a maior banda de todos os tempos.....Ladies and gentleman this are The Beatles:

31 maio 2009

GD 45.....FANTASMAS DO PASSADO.......A SAGA DOS DISCOS ESQUECIDOS CAPÍTULO I


Você já teve a impressão de que por mais que a gente fuja, as coisas que vivemos no passado sempre voltam para assombrar. E não tem muita coisa a ver com karma ruim ou bom, é perseguição mesmo. Quando achamos que estamos livres de uma memória que nos incomoda e nos faz um pouco mais tristes do que realmente somos, lá está ela à mostrar seu sorriso amarelo e a nos dizer o quanto está viva. Nem Eddie vedder cantarolava "I´m still alive....", com tanta força.....
Acho que é isso que se passou na cabeça de Roger Waters ao escrever a maioria (todas na verdade) das músicas desse disco.........THE FINAL CUT, de 1983. O último disco do Pink Floyd como banda, não tinha nada para ser um disco com final feliz. A banda estava se atracando desde 1975 e no início dos 80 já não se aguentava mais, tanto que na contra capa do disco há uma nota que diz que a obra é de Roger Waters, executada pelo Pink Floyd. Os admiradores do Gilmour vão dizer que a megalomania de Waters atingia picos maiores que os da Globo, mas uma coisa não dá para negar, Final Cut é um baita disco.
Para começar todo o disco é tomado por uma aura de desespero que deixa The Wall parecendo um conto de fadas, e olha que haja psicologia para poder entender todos os traumas que o disco de 1979 trazia. Mas o clima denso que corre por exemplo pelas faixas Paranoid Eyes (apesar da linda melodia) e Your Possible Pastes é de cortar a espinha.
O disco tem como tema a homenagem final de Waters ao seu pai Eric Fletchers Waters, que lutou na Segunda Guerra e se The Wall falava sobre o trauma de perder o pai entre todos os outros, esse disco traz toda a revolta depois dos tempos de choro. The Fletcher Memorial Home, Not Now John (talvez deliberadamente a música mais pop do Pink Floyd nessa fase), são respectivamente críticas ferrenhas aos governantes (Waters criticava abertamente a Inglaterra pela Guerra das Malvinas) e ao capitalismo. O disco foi desenganado por todos, a crítica o recebeu como um trabalho pequeno, os fans que estavam sedentos por mais carne depois da crucificação de Waters em The Wall, ficaram se sentindo enganados e até hoje qualquer fã ferrenho vai dizer que esse disco é pequeno dentro da obra. Mas talvez todo mundo tenha se esquecido de como é desconcertante escutar esse disco. Desde as primeiras notas de The Post War Dream até as últimas de Two Suns In The Sunset, a apocalíptica faixa que profere o fim do mundo num holocausto nuclear, é impossível não sentir aquele gosto amargo de claustrofobia, aquela sensação de que você está sem saída. Todas as faixas são de uma melancolia tocante, mas que não faz do disco triste muito menos uma choraderira sem fim. Apesar de todas as brigas (que acabaram em um tribunal pela posse da banda...), tanto David Gilmour como Nick Mason (Richard Wright foi despedido por Waters depois de The Wall), estão em excelente forma. Aliás a bateria de Mason mesmo não tendo as famosa viradas de Live At Pompei ou Middle são precisas como uma Hattori Hanzo e Gilmour, apesar de cantar apenas uma música definia definitivamente como sua guitarra seria importante por todo o resto da história do Pink Floyd.
Os críticos e fans sempre disseram que este foi o primeiro trabalho solo de Waters, eu não acho.
The Final Cut é na verdade um documento desesperado de uma banda que estava morta desde que tinha voltado da guerra. Como um soldado, cheia de conflitos internos e despedaçando-se, a única diferença é que isto foi feito na cara de todo um público, na forma de maravilhosas canções.


Notas e citações......
As pequenas faixas de tecido colorido da capa são condecorações de guerra. As distinções são quatro. A maior, branca com listras roxas inclinadas é ganha por atos de coragem e valor em combatentes aéreos. A dourada (com listras preta, vermelha e azul) bem como a verde (com listras preta e vermelha) são ganhas por tempo de serviço. A outra dourada (com listras vermelha, azul e preta) é ganha por serviços prestados na África. São todas medalhas da Segunda Guerra Mundial.


“Bem, isto foi sempre o meu objectivo durante anos, ou seja sempre foi um dos meus objectivos, que tudo o que se fizesse, fosse equilibrado. Disse-o centenas de vezes até chatear – o que conta é o equilíbrio entre as palavras e a música, e eu penso que foi isso que se perdeu em “The final cut”.
- David Gilmour, à Rádio Australiana em Fevereiro de 1988

"Foi uma tristeza fazer “The final cut”, mesmo tendo-o ouvido depois e gostado de grande parte, não gosto da maneira como cantei. Consegue-se perceber a tensão louca por todo o álbum. Se tentas expressar algo e não consegues fazê-lo por estares tão nervoso... Foi uma época terrível. Nós discutíamos como cães e gatos, começando a perceber ou antes a aceitar que não havia banda. Na verdade estava a ser-nos imposto que nós não éramos uma banda, e que não o éramos há já muito tempo, pelo menos desde 1975, quando fizemos Wish you were here. Mesmo nessa altura havia grande desacordo sobre o conteúdo e sobre como fazer o álbum [...] Venderam-se 3 milhões de cópias, o que nem era muito para os Pink Floyd, e como consequência David Gilmour disse: “Aí está, eu sabia que ele estava a fazer tudo errado”. Mas é absolutamente ridículo julgar um álbum apenas pelo número de vendas. Se vamos usar as vendas como único critério, isso faz de Grease um álbum melhor que Graceland".

Roger Waters, Junho de 1987, a Chris Salewicz


Faixas:

No álbum original

  1. "The Post War Dream" - 3:02
  2. "Your Possible Pasts" - 4:22
  3. "One of the Few" - 1:23
  4. "The Hero's Return" - 2:56
  5. "The Gunner's Dream" - 5:07
  6. "Paranoid Eyes" - 3:40
  7. "Get Your Filthy Hands Off My Desert" - 1:19
  8. "The Fletcher Memorial Home" - 4:11
  9. "Southampton Dock" - 2:13
  10. "The Final Cut" - 4:46
  11. "Not Now John" - 5:01
  12. "Two Suns in the Sunset" - 5:14
OBS: na reedição em 2004, acrecentou-se a música When The Tigers Broke Free, que aparecia no filme The Wall.


Ficha Técnica:

The Final Cut (1983).
Gravado entre julho e dezembro de 1982.
Produção: Roger Waters, Michel Kamen, James Guthrie
A banda: David Gilmour (guitarras e vocal em Not Now John);
Roger Waters (baixo e vocais);
Nick Mason (bateria).

30 maio 2009

GD 44....BOAS COMPRAS E BOM SHOW....


Boa tarde......
Se você procura boas compras e um bom show para ir hoje, aí vão algumas dicas valiosas:
Na loja virtual da Amazon, você pode encontrar o fantástico CD do DEAD CAB FOR CUTIE, (We Have The Facts and We´re Voting Yes), por simples 5 doletas, entra aqui boas compras.... .
Você não acha apenas o Dead...acha uma grande qantidade de músicas pelo mesmo preço. Abaixo a pirataria (hahahahahahahah)..........ahhh e o EP THE OPEN DOOR sai por 0,99 cents.
E se você gosta de Sonic Youth, o show dos caras, que acontece hoje no festival da Primavera de Barcelona será tranmitido via net ao vivo, às 9:00 PM EST (lá por aqui dá mais ou menos seis horas da tarde), garanta seu ingresso no site da rádio, http://www.wfmu.org/.
Showzão....
Por enquanto eles no Jools Holland:


29 maio 2009

GD 44.....

Parece que a bruxa realmente está solta. Depois do tumor de Dave Gahan, agora é a vez de Morrissey ter que parar a turnê do novo álbum Years of Refusal (sensacional aliás, o album não a parada....). De acordo com a acessoria de imprensa do cantor, as ordens médicas são: nada de cantoria por algum tempo e é bem sério. Não há mais informações sobre o porque desse tempo de parada, pode ser o lado diva da tia Morrissey ou a garganta deste mais que sensacional cantor está mesmo machucada. Enquanto nada disso muda......



Você gosta de Placebo????????
O Judas Priest do mundo indie (tem gente que ama e gente que odeia....e as brigas sobre isso são sempre acaloradas hahaha), anuncia o final de ano da banda com shows na Inglaterra as datas:
08 - BIRMINGHAM LG Arena
09 - LONDON The O2
11 - BRIDLINGTON Spa
12 - MANCHESTER Central
14 - GLASGOW SECC
15 - DUBLIN The Olympia Theatre

Vai passear no fim do ano.......(hahahahaha)

Às vezes parece que uma luz de esperança se abre nos meios de comunicação, e descobrimos coisas que podem ser boas, com por exemplo um programa da eme tevê do Brasil........
Ontem voltando da dor de cabeça, e de ter certeza que todos os roteiristas mais loucos do mundo estão escrevendo Lost e House.....dei uma passada pela tv aberta e me deparei com um programa que se chama Coluna MTV, que basicamente em quinze minutos fala sobre discos importantes atuais ou velharias. Pois bem, resolvi assitir e não é que o programa é bom, seria melhor se tivesse o mesmo tempo do sensacional Top Top ou uns quinze minutos a mais já dava.
E foi nesse clima de ir domir que descobri um cara, que confesso sim o pecado mais que mortal cometido até a noite dessa última quinta feira de não conhece-lo. Jeff Buckley, que herdou o talento do pai, mas morreu cedo demais deixando dois sensacionais discos, Grace e Skeetches Of My Sweetheart The Drunk. Algumas das mais belas melodias dentro do rock......
Ouça......




É bom saber que o canal de música do Brasil não se resumi ao Marcos Mion..........




E para terminar, a reportagem completa da NME, sobre o disco novo do Arctic Monkeys saiu no fórum sobre a banda......entra aqui e veja fotos......e leia sobre o disco mais esperado desse ano (depois do Radiohead que já está em estúdio desde 18 de maio.....).

Bom é isso.....logo mais rock nacional (???????????????????)

28 maio 2009

GD 44...... RAPIDINHA URGENTE......


Há alguns dias atrás o Depeche Mode cancelou vários shows devido há uma suposta gastro-enterite o vocalista Dave Gahan......pois bem após algum tempo há banda divulgou hoje que a turnê Sounds Of Universe só vai retornar dia 08 de junho Leipzig e seguirá a partir daí.

O motivo é que o problema que parecia ser tranquilo revelou-se uma pequeno tumor maligno na bexiga cantor. Após a cirurgia, os médicos sugeriram descanso e assim será.

As datas que não foram canceladas, serão todas remarcadas e você pode conferir no site da banda, aqui.

Os shows do Brasil estão lá intactos......continuamos esperando.

27 maio 2009

GD 44.....RESPOSTAS....AVISOS......E JAPANDROIDS

Boas....
A reposta pra questão abaixo é que o Just a Fest e o Rodeio de Jaguariúna é que os dois foram projetados por pessoas que necessitam no mínimo trocar a receita oftálmica, para ser apenas irônico e não mal educado.
Não existe diferença musical que suporte o fato de pessoas serem tratadas como animais em um matadouro, fazendo milhares de pessoas passarem por passagens minúsculas. Tudo bem que pessoas que organizam rodeios não devem ser as mais letradas em direitos dos animais, o que se imaginar no dos mamíferos bípedes que conseguem realizar a oposição do polegar......
Mas isso é discussão greenpeaceana, uns tempos atrás eu coloquei no blog uma entrevista sobre os problemas nos festivais e como essa dinâmica, em que o organizador do show enche o nariz de dinheiro e o povo enche o corpo de lama funcionava, mas parece que nem todas as discussões e mortes fazem acontecer alguma coisa. E é sempre a fatalidade a culpada, sempre é uma briga. Como ter lesionado um ligamento e tomar anti inflamatório. Você não trata o problema mas a sintomatologia. Enquanto isso pessoas vão sendo pisoteadas, da lama ao caos, já dizia Chico.

Mudando de assunto, nosso querido Bolota soltou notícias de como parece que outubro vai realmente ser novamente o grande mês de shows no Brasil.
Depeche Mode, Faith No More (com o insano Mike Patton) e a turminha toda mais Alice in Chains com o vocalista novo em outubro. O Planeta Terra só em novembro mas vai ter que correr atrás do Festival promovido pela Oi, que especula a vinda do Kings of Leon nos dia 23 e 24 de outubro no intitulado Fashion Rocks, segundo nossa fonte (hahahaha) .
Mas aí você dá uma buscada nas notícias sobre o tal festival e só acha que os shows serão da Shakira e da Byoncé além de Justin Timbarlake e a confirmada Mariah Carey.......como escrito no post sobre o Simona......procure se informar antes de ler......ou escrever (hahahahahaha).
Banda imperdível da semana passada...JAPANDROIDS, dueto canadense de guitarra e bateria, nos moldes do White Stripes, mas muito mais Nirvana do que Meg White. Som bacana e pesado, bem garageiro. Mais uma banda que esse ano pode ser o mais novo Nirvana...aliás além deles, tem mais uma que foi candidatada pela crítica esse ano......
Pode votar......(hahahahah), o novo Nirvana é:

JAPANDROIDS



Ou Dinosaur Pile-Up......(escolha do titio Lucio),



As bandas são boas demais, mas original mesmo.........
Até.......

25 maio 2009

GD 44....PERGUNTA RÁPIDA...

Qual a semelhança entre o Radiohead e o Rodeio de Jaguariúna??????????????????????????????????????????????????????????????????

22 maio 2009

GD 44.......ALEGRIA ALEGRIA.....OS NOSSOS JUSTOS ARTISTAS.....

Você julga as pessoas?
Quando você vê alguém vestindo algo que jamais usaria você cria juízos sobre ela?
Quando alguém fala que não gosta de Arctic Monkeys, The Killers, Interpol, você começa a definir que essa pessoa é uma daquelas que não tem muitas qualidades????
Qual é a sua noção de qualificar os transeuntes diários que passam por você no metrô, no ônibus, no assalto. Qual a sua medida para julgar os outros , se é que você julga alguém.......
O porque dessas questões é que nesse sábado finalmente assiti a esse filme aqui:
, e ele fala sobre essa questão.
E essa é apenas uma questão dentre milhares que esse documento, obrigatório, levanta.
Todo mundo está careca de saber que o filme conta a história de Wilson "alegria, alegria" Simonal, cantor que teve a "coragem", de num país aonde brancos bem nascidos eram os donos da cultura nacional, com suas bossas, fazer com que uma população inteira se rendesse ao maior cantor que este país já teve. Um cara que não sabia falar uma única palavra em inglês, mas cantava com se tivesse nascido no Harlem americano. Que fez do suingue uma arma poderosa de carisma e talento. O primeiro show man nacional no mais amplo contexto da palavra.
Essa babação ovo, poderia até ter sido a tônica do filme. Porque a história de Simona , uma luta para sair da pobreza e conseguir tudo aquilo que podia para uma vida melhor, num país capitalista, já é disneyniana o suficiente. E é por isso que a primeira metade do filme te agarra de uma tal maneira que você não desgruda os olhos da tela. Dificilmente um documentário te prende desse jeito. A levada dos diretores tem o mesmo suíngue e malemolência de Simonal. As histórias todas e as imagens são muito boas. Vale a pena citar as cenas da concentração da copa de 1970, aonde Simonal era uma espécie de amuleto entre os jogadores, que mostram os reis negros se encontrando (ele e Pelé).
Do mesmo jeito que ouvir o dueto completo de Sarah Vaughan e Simonal é talvez a cena mais emocionante, daquelas de te fazer chorar silenciosamente toda a vez que você vê.



E assim o filme segue cativando a cada nota que sai da boca de Simonal, os depoimentos são emocionantes e é como assitir uma cena de qualquer clássico do cinema. Elas começam calmas e terminam numa arrebentação de emoções. Nesse aspecto o filme é sensacional e não deixa dúvidas sobre o talento do trio de diretores.
Mas o filme te leva da alegria extrema a maior de todas as depressões (eu sai do cinema com a impressão de ter levado um soco no estômago), porque quando você acha que finalmente Mickey vai abençoar esse conto de fadas sobre um príncipe negro, as coisas se complicam e muito. E é nesse ponto que o filme perde a vocação de se tornar um clássico.
A história de que Simonal havia contratado policiais do DOPS (que era o orgão de repressão dos militares) para dar uma surra em um contador que o estava roubando é o estopim de tudo.
Nosso pa-tro-pi vivia num tempo bravo. Radicalismo, extremismo, comunismo, e mais um monte de ismos faziam com que qualquer trac se torna-se uma salva de doze tiros de canhão.
E quer melhor trac que um cara que andava para cima e para baixo ostentando tudo o que ganhava, que gostava de aparecer e dizer que era bom mesmo (e era o melhor de verdade, ou você acha que reger uma orquestra de 30.000 vozes e fazer delas o que quer é para qualquer um?????). Nada melhor que um cara que deu início há um movimento que se tornaria caminho para os cantores depois, ser a bola da vez.
Não cabe aqui inciar um juri popular para saber qual é a culpa de Simonal, mesmo porque essa não é intenção do filme.
A grande sacada de acharem o suposto contador e de entrevista-lo dá credibilidade de isenção, o que faz o espectador pensar de quem é a culpa nisso. As opiniões sobre a inocência, culpa, ingenuidade, malandragem ou se ele era informante dos militares ficam por conta das pessoas que assistem. Afinal de contas documentário é para pensarmos e não para torcermos (mas porque não torcer????).
Mas é nessa isenção que reside o maior pecado do filme.
Ele se limita demais na apuração dos fatos. Mostra o lado do contador, que sofre a lesão corporal, os flhos e amigos de Simonal, a rede Globo que liderava o boicote televisivo ao cantor, Ziraldo e Jaguar os cartunistas do Pasquim que publicamente crucificavam Simonal. Aliás a cena que mostra a tira aonde o final de Wilson seria o suicídio é repugnante demais.
Mas mostrar apenas a versão de todo mundo para os fatos não é suficiente do mesmo jeito que todos os detratores do cantor, era necessário tomar um partido porque afinal de contas é sim uma história pessoal demais para ser apenas contada.
E é pessoal, quando vemos o calvário que se tornou a vida do cantor depois da acusação de delator (algo que acredito nunca ter sido). Testemunhar que o esquecimento se tornou solidão, que se tornou alcoolismo, que se tornou reclusão. Um exílio forçado maior do que aquele dado a Caetano que passeou por Londres........e qualquer música sobre os caracóis dos cabelos de Simonal não faria passar essa tristeza.
É nessa parte que o filme se torno soturno, ver a vida de uma pessoa que era antes de tudo um grande humanista se despedaçando, é no mínimo ruim.
E é nessa parte que fica claro a maior tristeza de se morar no Pa-tro-pi.....é perceber que a imprensa e os artístas da dita classe pensante desse país, é simplesmente a mais burra de todas...............
Nunca gostei muito de mpb.
Para ser mais sincero ainda houve épocas na minha vida que eu odiava, mas aí eu descobri Cartola, Pixinguinha, Tom Zé, Naná Vasconcellos e percebi que meu sunitismo não era tão sunita assim. Mas mesmo assim eu nunca fui muito baba ovo dos medalhões como Caetano Velloso ou Gilberto Gil, e as caras novas realmente não me dizem nada......mas gosto é como aquele famoso orifício cada um tem o seu....
O que mais me irrita na tal música popular brasileira é que ela não é popular, nem nunca foi. A bossa nova não foi um movimento de massa, eram pessoas bem nascidas, e bastou o Stan Getz gravar Jazz Samba e já poderia até ter mudado o nome para MEB (música da elite brasileira). Vai dizer pra mim que o João Gilberto já foi porteiro de prédio......morou em favela......essas coisas.
Não se discute a qualidade de nada, porque se caras como Tom Jobim, Vinícius de Moraes entre outros são considerados gênios por todo um mundo musical, não seria um ignorante como eu que iria chamar os caras de burros. Mas, a música deles é jantar para intelectual do Espaço Unibanco, aqueles tipos que sentam em rodas com caras blasé dizendo que amaram o Godard, por causa do seu virtuosismo e entre outros adjetivos aurelianos e não sabem lhufas do que o cara quis dizer. E vamos dizer ,quem é que consegue assistir à um filme de Godard sem dar uma meia bocejada........
E essa mesma casta de pessoas ditas formadoras de opinião e responsáveis pela cultura brasileira na época pegaram um boato, transformaram em notícia depois em acusação, depois em julgamento e em condenação. Tudo isso feito na luz do dia e partindo de quem tem por dever apurar os fato e descobrir a verdade a fundo. A imprensa.
E que não me venha o Jaguar e o Ziraldo dizerem que a culpa não era deles também, por que afinal de contas quem atira a pedra é também culpado por manter a história. E o que mais me espanta é que como pode um senhor que escreve estórias em quadrinhos aonde o personagem principal é um menino que é sensível, esperto, justo.....pode ser criação de uma pessoa tão brutalmente injusta.
E é engraçado ver que o justificativa foi de que tempos extremos requerem medidas extremas. Mas desde quando nossos intelectuais de carteirinha foram assim tão extremistas. Quem da esquerda brasileira detonou uma bomba no DOPS?? Quem matou algum general do exército?? Quem tentou matar o presidente??? Quem é que chegou a esse extremo??? Essas sim medidas extremistas e talvez necessárias para nossos paladinos da justiça moral na época da ditadura.
Sequestraram um americano e todo mundo sabe como acabou isso, com o Gabeira se desculpando por gastar dinheiro público anos mais tarde......
Então quem é que pode julgar e condenar alguém por algo que nunca foi provado???? Eu, você ou o Ziraldo?????
Mas as discussões sobre o quanto a nossa imprensa e a do mundo é extremamente sensacionalista e culpada vão longe........o que importa mesmo é saber que o filme é um documento fundamental pra se entender quem é que faz a sua cabeça nos meios de comunicação, e que devemos sim estar atentos a tudo que se escreve ou se faz na televisão. Barbosas e Simonais podem aparecer a qualquer minuto.
A alegria é saber que finalmente se prestou tributo ao maior cantor do Brasil......e a frase do Miéle resume tudo..."e se não foi ele ,foi quem?????"





Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei(Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei, Brasil, 2008)
Gênero: Documentário
Duração: 86 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Distribuidora(s): Moviemobz
Produtora(s): TV Zero, Zoar, Jaya, Globo Filmes
Diretor(es): Cláudio Manoel, Micael Langer, Calvito Leal
Roteirista(s): Cláudio Manoel
Elenco: Wilson Simonal, Roberto Carlos (3), Sarah Vaughan, Ronaldo Boscoli, Chico Anysio, Luís Carlos Miele, Ziraldo, Nelson Motta