Parece que a bruxa realmente está solta. Depois do tumor de Dave Gahan, agora é a vez de Morrissey ter que parar a turnê do novo álbum Years of Refusal (sensacional aliás, o album não a parada....). De acordo com a acessoria de imprensa do cantor, as ordens médicas são: nada de cantoria por algum tempo e é bem sério. Não há mais informações sobre o porque desse tempo de parada, pode ser o lado diva da tia Morrissey ou a garganta deste mais que sensacional cantor está mesmo machucada. Enquanto nada disso muda......
Você gosta de Placebo???????? O Judas Priest do mundo indie (tem gente que ama e gente que odeia....e as brigas sobre isso são sempre acaloradas hahaha), anuncia o final de ano da banda com shows na Inglaterra as datas: 08 - BIRMINGHAM LG Arena 09 - LONDON The O2 11 - BRIDLINGTON Spa 12 - MANCHESTER Central 14 - GLASGOW SECC 15 - DUBLIN The Olympia Theatre
Vai passear no fim do ano.......(hahahahaha)
Às vezes parece que uma luz de esperança se abre nos meios de comunicação, e descobrimos coisas que podem ser boas, com por exemplo um programa da eme tevê do Brasil........ Ontem voltando da dor de cabeça, e de ter certeza que todos os roteiristas mais loucos do mundo estão escrevendo Lost e House.....dei uma passada pela tv aberta e me deparei com um programa que se chama Coluna MTV, que basicamente em quinze minutos fala sobre discos importantes atuais ou velharias. Pois bem, resolvi assitir e não é que o programa é bom, seria melhor se tivesse o mesmo tempo do sensacional Top Top ou uns quinze minutos a mais já dava. E foi nesse clima de ir domir que descobri um cara, que confesso sim o pecado mais que mortal cometido até a noite dessa última quinta feira de não conhece-lo. Jeff Buckley, que herdou o talento do pai, mas morreu cedo demais deixando dois sensacionais discos, Grace e Skeetches Of My Sweetheart The Drunk. Algumas das mais belas melodias dentro do rock...... Ouça......
É bom saber que o canal de música do Brasil não se resumi ao Marcos Mion..........
E para terminar, a reportagem completa da NME, sobre o disco novo do Arctic Monkeys saiu no fórum sobre a banda......entra aqui e veja fotos......e leia sobre o disco mais esperado desse ano (depois do Radiohead que já está em estúdio desde 18 de maio.....).
Bom é isso.....logo mais rock nacional (???????????????????)
Há alguns dias atrás o Depeche Mode cancelou vários shows devido há uma suposta gastro-enterite o vocalista Dave Gahan......pois bem após algum tempo há banda divulgou hoje que a turnê Sounds Of Universe só vai retornar dia 08 de junho Leipzig e seguirá a partir daí.
O motivo é que o problema que parecia ser tranquilo revelou-se uma pequeno tumor maligno na bexiga cantor. Após a cirurgia, os médicos sugeriram descanso e assim será.
As datas que não foram canceladas, serão todas remarcadas e você pode conferir no site da banda, aqui.
Os shows do Brasil estão lá intactos......continuamos esperando.
Boas.... A reposta pra questão abaixo é que o Just a Fest e o Rodeio de Jaguariúna é que os dois foram projetados por pessoas que necessitam no mínimo trocar a receita oftálmica, para ser apenas irônico e não mal educado. Não existe diferença musical que suporte o fato de pessoas serem tratadas como animais em um matadouro, fazendo milhares de pessoas passarem por passagens minúsculas. Tudo bem que pessoas que organizam rodeios não devem ser as mais letradas em direitos dos animais, o que se imaginar no dos mamíferos bípedes que conseguem realizar a oposição do polegar...... Mas isso é discussão greenpeaceana, uns tempos atrás eu coloquei no blog uma entrevista sobre os problemas nos festivais e como essa dinâmica, em que o organizador do show enche o nariz de dinheiro e o povo enche o corpo de lama funcionava, mas parece que nem todas as discussões e mortes fazem acontecer alguma coisa. E é sempre a fatalidade a culpada, sempre é uma briga. Como ter lesionado um ligamento e tomar anti inflamatório. Você não trata o problema mas a sintomatologia. Enquanto isso pessoas vão sendo pisoteadas, da lama ao caos, já dizia Chico.
Mudando de assunto, nosso querido Bolota soltou notícias de como parece que outubro vai realmente ser novamente o grande mês de shows no Brasil. Depeche Mode, Faith No More (com o insano Mike Patton) e a turminha toda mais Alice in Chains com o vocalista novo em outubro. O Planeta Terra só em novembro mas vai ter que correr atrás do Festival promovido pela Oi, que especula a vinda do Kings of Leon nos dia 23 e 24 de outubro no intitulado Fashion Rocks, segundo nossa fonte (hahahaha) . Mas aí você dá uma buscada nas notícias sobre o tal festival e só acha que os shows serão da Shakira e da Byoncé além de Justin Timbarlake e a confirmada Mariah Carey.......como escrito no post sobre o Simona......procure se informar antes de ler......ou escrever (hahahahahaha). Banda imperdível da semana passada...JAPANDROIDS, dueto canadense de guitarra e bateria, nos moldes do White Stripes, mas muito mais Nirvana do que Meg White. Som bacana e pesado, bem garageiro. Mais uma banda que esse ano pode ser o mais novo Nirvana...aliás além deles, tem mais uma que foi candidatada pela crítica esse ano...... Pode votar......(hahahahah), o novo Nirvana é:
JAPANDROIDS
Ou Dinosaur Pile-Up......(escolha do titio Lucio),
As bandas são boas demais, mas original mesmo......... Até.......
Você julga as pessoas? Quando você vê alguém vestindo algo que jamais usaria você cria juízos sobre ela? Quando alguém fala que não gosta de Arctic Monkeys, The Killers, Interpol, você começa a definir que essa pessoa é uma daquelas que não tem muitas qualidades???? Qual é a sua noção de qualificar os transeuntes diários que passam por você no metrô, no ônibus, no assalto. Qual a sua medida para julgar os outros , se é que você julga alguém....... O porque dessas questões é que nesse sábado finalmente assiti a esse filme aqui: , e ele fala sobre essa questão. E essa é apenas uma questão dentre milhares que esse documento, obrigatório, levanta. Todo mundo está careca de saber que o filme conta a história de Wilson "alegria, alegria" Simonal, cantor que teve a "coragem", de num país aonde brancos bem nascidos eram os donos da cultura nacional, com suas bossas, fazer com que uma população inteira se rendesse ao maior cantor que este país já teve. Um cara que não sabia falar uma única palavra em inglês, mas cantava com se tivesse nascido no Harlem americano. Que fez do suingue uma arma poderosa de carisma e talento. O primeiro show man nacional no mais amplo contexto da palavra. Essa babação ovo, poderia até ter sido a tônica do filme. Porque a história de Simona , uma luta para sair da pobreza e conseguir tudo aquilo que podia para uma vida melhor, num país capitalista, já é disneyniana o suficiente. E é por isso que a primeira metade do filme te agarra de uma tal maneira que você não desgruda os olhos da tela. Dificilmente um documentário te prende desse jeito. A levada dos diretores tem o mesmo suíngue e malemolência de Simonal. As histórias todas e as imagens são muito boas. Vale a pena citar as cenas da concentração da copa de 1970, aonde Simonal era uma espécie de amuleto entre os jogadores, que mostram os reis negros se encontrando (ele e Pelé). Do mesmo jeito que ouvir o dueto completo de Sarah Vaughan e Simonal é talvez a cena mais emocionante, daquelas de te fazer chorar silenciosamente toda a vez que você vê.
E assim o filme segue cativando a cada nota que sai da boca de Simonal, os depoimentos são emocionantes e é como assitir uma cena de qualquer clássico do cinema. Elas começam calmas e terminam numa arrebentação de emoções. Nesse aspecto o filme é sensacional e não deixa dúvidas sobre o talento do trio de diretores. Mas o filme te leva da alegria extrema a maior de todas as depressões (eu sai do cinema com a impressão de ter levado um soco no estômago), porque quando você acha que finalmente Mickey vai abençoar esse conto de fadas sobre um príncipe negro, as coisas se complicam e muito. E é nesse ponto que o filme perde a vocação de se tornar um clássico. A história de que Simonal havia contratado policiais do DOPS (que era o orgão de repressão dos militares) para dar uma surra em um contador que o estava roubando é o estopim de tudo. Nosso pa-tro-pi vivia num tempo bravo. Radicalismo, extremismo, comunismo, e mais um monte de ismos faziam com que qualquer trac se torna-se uma salva de doze tiros de canhão. E quer melhor trac que um cara que andava para cima e para baixo ostentando tudo o que ganhava, que gostava de aparecer e dizer que era bom mesmo (e era o melhor de verdade, ou você acha que reger uma orquestra de 30.000 vozes e fazer delas o que quer é para qualquer um?????). Nada melhor que um cara que deu início há um movimento que se tornaria caminho para os cantores depois, ser a bola da vez. Não cabe aqui inciar um juri popular para saber qual é a culpa de Simonal, mesmo porque essa não é intenção do filme. A grande sacada de acharem o suposto contador e de entrevista-lo dá credibilidade de isenção, o que faz o espectador pensar de quem é a culpa nisso. As opiniões sobre a inocência, culpa, ingenuidade, malandragem ou se ele era informante dos militares ficam por conta das pessoas que assistem. Afinal de contas documentário é para pensarmos e não para torcermos (mas porque não torcer????). Mas é nessa isenção que reside o maior pecado do filme. Ele se limita demais na apuração dos fatos. Mostra o lado do contador, que sofre a lesão corporal, os flhos e amigos de Simonal, a rede Globo que liderava o boicote televisivo ao cantor, Ziraldo e Jaguar os cartunistas do Pasquim que publicamente crucificavam Simonal. Aliás a cena que mostra a tira aonde o final de Wilson seria o suicídio é repugnante demais. Mas mostrar apenas a versão de todo mundo para os fatos não é suficiente do mesmo jeito que todos os detratores do cantor, era necessário tomar um partido porque afinal de contas é sim uma história pessoal demais para ser apenas contada. E é pessoal, quando vemos o calvário que se tornou a vida do cantor depois da acusação de delator (algo que acredito nunca ter sido). Testemunhar que o esquecimento se tornou solidão, que se tornou alcoolismo, que se tornou reclusão. Um exílio forçado maior do que aquele dado a Caetano que passeou por Londres........e qualquer música sobre os caracóis dos cabelos de Simonal não faria passar essa tristeza. É nessa parte que o filme se torno soturno, ver a vida de uma pessoa que era antes de tudo um grande humanista se despedaçando, é no mínimo ruim. E é nessa parte que fica claro a maior tristeza de se morar no Pa-tro-pi.....é perceber que a imprensa e os artístas da dita classe pensante desse país, é simplesmente a mais burra de todas............... Nunca gostei muito de mpb. Para ser mais sincero ainda houve épocas na minha vida que eu odiava, mas aí eu descobri Cartola, Pixinguinha, Tom Zé, Naná Vasconcellos e percebi que meu sunitismo não era tão sunita assim. Mas mesmo assim eu nunca fui muito baba ovo dos medalhões como Caetano Velloso ou Gilberto Gil, e as caras novas realmente não me dizem nada......mas gosto é como aquele famoso orifício cada um tem o seu.... O que mais me irrita na tal música popular brasileira é que ela não é popular, nem nunca foi. A bossa nova não foi um movimento de massa, eram pessoas bem nascidas, e bastou o Stan Getz gravar Jazz Samba e já poderia até ter mudado o nome para MEB (música da elite brasileira). Vai dizer pra mim que o João Gilberto já foi porteiro de prédio......morou em favela......essas coisas. Não se discute a qualidade de nada, porque se caras como Tom Jobim, Vinícius de Moraes entre outros são considerados gênios por todo um mundo musical, não seria um ignorante como eu que iria chamar os caras de burros. Mas, a música deles é jantar para intelectual do Espaço Unibanco, aqueles tipos que sentam em rodas com caras blasé dizendo que amaram o Godard, por causa do seu virtuosismo e entre outros adjetivos aurelianos e não sabem lhufas do que o cara quis dizer. E vamos dizer ,quem é que consegue assistir à um filme de Godard sem dar uma meia bocejada........ E essa mesma casta de pessoas ditas formadoras de opinião e responsáveis pela cultura brasileira na época pegaram um boato, transformaram em notícia depois em acusação, depois em julgamento e em condenação. Tudo isso feito na luz do dia e partindo de quem tem por dever apurar os fato e descobrir a verdade a fundo. A imprensa. E que não me venha o Jaguar e o Ziraldo dizerem que a culpa não era deles também, por que afinal de contas quem atira a pedra é também culpado por manter a história. E o que mais me espanta é que como pode um senhor que escreve estórias em quadrinhos aonde o personagem principal é um menino que é sensível, esperto, justo.....pode ser criação de uma pessoa tão brutalmente injusta. E é engraçado ver que o justificativa foi de que tempos extremos requerem medidas extremas. Mas desde quando nossos intelectuais de carteirinha foram assim tão extremistas. Quem da esquerda brasileira detonou uma bomba no DOPS?? Quem matou algum general do exército?? Quem tentou matar o presidente??? Quem é que chegou a esse extremo??? Essas sim medidas extremistas e talvez necessárias para nossos paladinos da justiça moral na época da ditadura. Sequestraram um americano e todo mundo sabe como acabou isso, com o Gabeira se desculpando por gastar dinheiro público anos mais tarde...... Então quem é que pode julgar e condenar alguém por algo que nunca foi provado???? Eu, você ou o Ziraldo????? Mas as discussões sobre o quanto a nossa imprensa e a do mundo é extremamente sensacionalista e culpada vão longe........o que importa mesmo é saber que o filme é um documento fundamental pra se entender quem é que faz a sua cabeça nos meios de comunicação, e que devemos sim estar atentos a tudo que se escreve ou se faz na televisão. Barbosas e Simonais podem aparecer a qualquer minuto. A alegria é saber que finalmente se prestou tributo ao maior cantor do Brasil......e a frase do Miéle resume tudo..."e se não foi ele ,foi quem?????"
Cat Power entrará em turnê esse inverno (aqui para nós), com ninguém menos que Juliette Lewis e os Pretenders. O comunicado foi confirmado nessa tarde pela assessoria de imprensa da cantora, será que o show do Brasil em julho terá surpresas???? Do lado da atriz de Assassinos por Natureza, o disco novo TERRA INCOGNITA, produzido por ninguém mais que Omar- Rodriguez Lopez do Mars Volta chega em 9 de setembro....
O Depeche Mode cancelou mais alguns shows. Polônia, Lituania e Latvia foram os shows que não farão mais parte da nova turnê que passa por aqui (se tudo correr bem ) em outubro. Os médicos que atendem o vocal Dave Gahan disseram que será preciso mais tempo para curar a rapaz....qualquer coisa a gente escreve por aqui.....
Novo disco do Dinosaur Jr., Farm nas lojas em junho, dia 22. No site já dá pra baixar na faixa. Com direito a capa mais louca de 2009, confere aí....
De promissores à regulares e de volta aos promissores. O Health vem esse ano com Get Colour, segundo álbum da banda que faz do pesado uma viajem, nas lojinhas ou em sites em setembro no dia 8. Capa.....
O vocalista do Interpol, Paul Banks finalmente soltou a data do seu álbum solo que lançará com o singelo pseudônimo de Julian Plenti. Julian Plenti Is...Skyscraper, chega em agosto no dia 4.
E para combinar com esse humor de dia cinzento.....
Se por acaso você acha que já viu, então não tenha dúvida: são os Arctic Monkeys!!!!! E não,eles não substituiram o Alex Turner, é ele mesmo..... Mas o que interessa é que o terceiro álbum vem aí, e se você não aguenta mais esperar....o baterista Matt Helders, postou uns videozinhos sobre como vão os ensaios da banda(que só para não esquecer...tem a mão de Josh Homme do QOTSA na produção de algumas faixas).
Eu já tinha postado há uns tempos atrás, que as músicas novas tocadas já em alguns festivais eram bem mais soturnas e pesadas, mas pelas pequenas amostras dos filmes dá pra ter uma noção que o som dos caras parece ter e muito amadurecido, vamos ao vídeos......
Vocês perceberam as explosivas novas???? Festinhas com P.Diddy, experimentações com sons.....a coisa vai ficar boa..... Mais um.....
Detalhe: a versão da banda para Poker Face que aparece nesse vídeo já circula pela internet há algum tempinho...... Esperando então ficaremos....
O vídeo oficial sai apenas em outubro ou novembro de 2009, mas na Inglaterra já é possível achar cópias piratas do talvez mais sensacional show do Nirvana. O realizado em 1991 no Reading Festival. Reza a lenda que eles em 1991 estavam terminando Nevermind.....que eles tocaram durante o dia para uma platéia de 2000 pessoas e mais nada.....segundo o oráculo o show foi tão espetacular que quando na sequência saiu esse disquinho aqui: , o estrago estava mais do que feito e nada, (e você pode apostar a sua vida nisso) nada foi com o antes. O que aconteceu depois, Smells Like Teens Spirit, a briga com Eddie Vedder, a destruição da banda e dele mesmo, drogas, filha...tudo isso não teria acontecido se não houvesse isto aqui......
Ou isso aqui.....
Por enquanto é só....próximo capítulo finalmente Japandroids e esse cara aqui,
"How happy is the blameless vestal's lot! The world forgetting, by the world forgot. Eternal sunshine of the spotless mind! Each pray'r accepted, and each wish resign'd"
("Feliz é o destino da inocente vestal! Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida. Brilho eterno de uma mente sem lembranças Toda prece é ouvida, toda graça se alcança")
Escrever sobre um disco às vezes se torna pessoal demais, a medida que vai entendo-se o que aquela voz que sai do alto-falante está dizendo. Coisas que pareciam comuns demais tornam-se montros com inúmeras cabeças e sempre voltam as entreter seu sistema límbico durnate o sono, algumas vezes com prazer, outras com a mais agonizante dor. Ou quando a crueldade é a maior de todas, a loucura vem disfarçada na mais aterrorizante doçura do mundo. E é assim que você se sente ao ouvir o novo disco de ST.VINCENT, Actor lançado esse mês. Que inicialmente você pode até confundir com um clone de alguma sobra de estúdio da fase White Chalk da PJ Harvey. Mas está muito longe disso. Annie Clark, texana, começou tudo há dois anos atrás lançando Marry Me, esse disco aqui: , que tinha Paris It´s Burning, entre muitas outras coisas boas. Mas nesse novo disco as coisas se tornaram um pouco claustrofóbicas, por assim dizer. Esqueça o clima de cantoras mais pop como Lily Allen ou Kate Nash. Annie Clarke está muito longe dessa categoria, se encaixando em uma cantora de banda como o Flaming Lips por exemplo. Sua voz baixa e doce, que se encaixaria em qualquer menina que mora na casa dos pais e tem uma educação religiosa, esconde uma gama de paranóias e esquizofrenias que fariam qualquer psicanalista entrar em paranóia. O disco todo tem um clima de desenho animado da Disney anos 50 misturado com O Massacre da Serra Elétrica, muito disso pela interpretação dela em versos como " I think I love you, I thinnk I´m mad....." ( Actor Out of Work) ou pela massiva mistura de ritmos eletrônicos com instrumentos padrões como flautas, violões, violinos entre outros. E segue nesse clima, mas sem cair numa armadilha repetitiva. A beatleniana Black Rainbow, mostra que St. Vincent sabe como dosar influências sem parecer uma mera cópia. Mas talvez o mais interessante nesse disco todo é perceber que Annie parece cantar seu desespero de uma forma contida e emocionada, tirando o fôlego do ouvinte e o fazendo percorrer todas as cores de sua loucura. O turbilhão de emoções explode nas nossas caras como na canção The Bed. Sorrisos, lágrimas, esperança e desespero, tudo em apenas 3 minutos. Não é pop fácil nem de longe, mas não é um disco apenas para eruditos. Actor viaja muito bem entre as duas praias, mostrando que existe sim muita beleza no cinza. A voz da cantora permanece suave, esteja ela falando das ansiedades de um relacionamento, ou sobre pânico. Sons robóticos ou verdadeiras composições orquestradas com uma levada roqueira garantem a variação de estilos e uma muito poderosa mescla de emoções à serem sentidas da primeira à última nota. Compre e ouça num domingo de frio quando o sol se debate por entre as nuvens cinzas e os raios dão aquela esquentadinha de leve na sua pele..........
Os sons são recebidos pelo ouvido humano da seguinte forma:
1 – O tímpano capta as oscilações de pressão da onda sonora que atinge o ouvido e as converte em vibrações mecânicas que são transmitidas por meio da ligação de três pequenos ossos para o ouvido interno.
2 – O ouvido interno, ou cóclea, no qual as vibrações são classificadas de acordo com gamas de freqüência, captadas por células receptoras, e convertidas em impulsos nervosos elétricos.
3 – O sistema nervoso auditivo, que transmite os sinais neurais ao cérebro, onde a informação é processada, apresentada com uma imagem de detalhes auditivos em certa área do córtex (a superfície do cérebro e o tecido subjacente), identificada, armazenada na memória e eventualmente transferida para outros centros do cérebro. Esses últimos estágios levam á percepção consciente dos sons musicais.